COP20: REDD e REDD+ na perspectiva dos povos indígenas (Português/ Inglês)

Reynaldo de Azevedo*, da Agência Jovem de Notícia

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De acordo com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), REDD é a sigla para Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação florestal. Segundo o conceito adotado pela Convenção de Clima da ONU, se refere a um mecanismo que permite a remuneração daqueles que mantém suas florestas em pé, sem desmatar, e com isso, evitam as emissões de gases de efeito estufa associadas ao desmatamento e degradação florestal. Desde que surgiu a sigla REDD, na COP13, experiências (projetos, programas e fundos) de REDD e atividades de preparação vêm sendo desenvolvidas. Porém, é necessário diferenciá-las da política de REDD ainda em construção no âmbito da ONU. Posteriormente a criação deste conceito, a Convenção incluiu na sua definição também atividades de conservação, manejo sustentável das florestas e aumento de seus estoques em países em desenvolvimento. Estes componentes deram origem ao REDD+ (ou REDD plus).

Hoje no side event intitulado “Progresso e apoio às tribos indígenas na Amazonia: REDD+ em 5.194,500 hectares”, o representante do Acordo de Administração da Reserva Comunal Amarakaeri (ECA- RCA), Fermin Chimatani, e Klaus Quicque, da Federação Nativa do Rio Madre de Dios e Afluentes (FENAMAD) apresentaram os progressos, estratégias e construção dos apoios de REDD + Amazônia Indígena (RIA) e dos seus projetos pilotos, que têm assegurado territorialmente a preservação e o cuidado das florestas em cinco países.

Os projetos visam conservar os territórios indígenas de maneira integral para garantir a seguridade das florestas e de seus territórios, para possibilitar a manutenção e o respeito à cultura e à vida plena dos povos indígenas. O projeto é implementado em 5.194, 500 hectares como uma prática sustentável com implementação de pesquisas. Já têm sido executados avanços com parcerias no meio acadêmico, como por exemplo, a medição da biomassa para calcular a quantidade de carbono que existe nessa região. Para os povos indígenas, a preservação da floresta há muitos significados. “Temos uma relação de identidade com o território ancestral e as florestas. É uma relação muito forte e de respeito aos nossos recursos naturais e às diversidades biológicas”, diz Fermin Chimatani.

O REDD+ pretende reduzir as emissões derivadas de desmatamento e degradação das florestas, aumentando as reservas de carbono gerindo sustentavelmente as florestas. Mas temos que ficar de olho, para que tanto REDD quanto REDD+ venham assegurar as matas nativas e também que os povos indígenas mantenham-se no seu espaço que, historicamente, foi adquirido por direito.

 Versão em Inglês 

REDD and REDD+ from the perspective of indigenous people

According to the Environmental Research Institute of Amazonia-IPAM, REDD stands for Reducing Emissions from Deforestation and Forest Degradation. According to the concept adopted by the UN Climate Convention, it refers to a mechanism for the compensation of those who keep their forests standing and thereby avoid the greenhouse gas emissions associated with deforestation and forest degradation. Since REDD was created in COP13, experiences (projects, programs and funds) and readiness activities have been developed. However, it is necessary to differentiate them from the REDD policy still under construction at UN. After the creation of this concept, the Convention included in its definition also conservation activities, sustainable management of forests and enhancement of their stocks in developing countries. These components have led to REDD + (or REDD plus).

 

Today in the side event entitled “Progress and support indigenous tribes in the Amazon: REDD + in 5194.500 hectares”,  the representative of the Administration of Communal Reserve Amarakaeri Agreement (ACE- RCA), Fermin Chimatani and Klaus Quicque, of the Native Federation of Rio Madre de Dios and Tributaries (FENAMAD) presented the progress, strategies and construction of REDD + support Indigenous Amazon (RIA) and its pilots, which have territorial ensured the preservation and care of forests in five countries.

The projects aim to conserve indigenous territories in an integrated manner to ensure the security of forests and their territories, so as to maintain and respect the culture and the full life of indigenous peoples. The project is implemented in 5’194, 500 hectares as a sustainable practice with research and implementation “REDD + benefits.” It has already been executed advances with partners in academic sector. For example, biomass measurement to calculate the amount of carbon that exists in this region. The preservation of the forest has many meanings for them: “we have an identity relationship with the ancestral lands and forests, is a very strong relationship and respect for our natural resources and biological diversity,” says Fermin Chimatani.

The REDD + aims to reduce emissions from deforestation and forest degradation, increasing carbon reserves sustainably managed forests. But we have to keep an eye on it to ensure that REDD and REDD + will keep native forests and indigenous culture as a historically acquired right.

*Integrante da delegação brasileira na COP20

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