COP20, mais uma oportunidade perdida (Português/Italiano)

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Decepcionantes os resultados das negociações da conferência sobre o clima em Lima

Chiara Zanotelli, Milena Rettondini, Paulo Lima, da Agência Jovem de Notícias

Foram concluídas hoje, com um atraso de 36 horas, as negociações sobre o clima da COP20 em Lima, mais uma vez demonstrando forte desinteresse político por uma ação decisiva que enfrente com a seriedade necessária o problema das alterações climáticas. O resultado de Lima não traz nada para resolver a crise climática, faltando em coragem, justiça e solidariedade diante de milhões de pessoas que sofrem suas conseqüências a cada dia.

O presidente da COP20, Manuel Pulgar-Vidal, apresentou o acordo como um compromisso em que “todos ganham” e no qual estão incluídas as posições de cada lado. A realidade é que o documento final de Lima não se posiciona sobre as decisões mais difíceis para Paris: não foi definida nem ao menos a forma legal para o acordo de 2015. Questões essenciais como Loss and Damage, finanças, bem como o conteúdo e natureza dos compromissos de mitigação, foram relegados à decisão no próximo ano. Enfim, não temos nem mesmo um rascunho do Acordo de Paris, já que a entrega de metas nacionais para reduzir as emissões (INDC) foi prevista apenas para maio de 2015. Foi, de fato, mencionado no parágrafo preliminar o mecanismo de Varsóvia relativo a Loss and Damage, crucial para os países em desenvolvimento, esperando por seu progresso; no entanto, este termo tem pouca força legal, já que não está contido no texto, mas sim no preâmbulo. Até mesmo o princípio da responsabilidade comum, mas diferenciada, foi incluído no texto, após forte demanda dos países em desenvolvimento. No entanto, os países desenvolvidos e a UE não aceitaram uma diferenciação em base histórica, já que a quantidade de emissões de países como a China tornou inadequada a aplicação deste critério.

Os compromissos assumidos até o momento na mesa de negociações podem levar a temperatura global a um índice entre 4 e 6° C. Para chegar a um acordo adequado e justo, deveria ter sido incluída uma forte ação para reduzir as emissões antes da entrada em vigor do acordo, prevista para 2020. Adiá-la “fará com que seja quase impossível evitar os piores impactos da mudança climática. A conveniência política e o poder das multinacionais prevaleceram sobre a urgência científica”, disse Samantha Smith, representante do WWF. Não só. Esperava-se que, de fato, este fosse o ano em que a voz da sociedade civil seria finalmente ouvida, mas não foi.

Nos próximos dias, vamos explorar detalhadamente o conteúdo da decisão de Lima.

Versione Italiano

COP20, un’altra occasione persa
Deludenti i risultati dei negoziati della conferenza sul clima a Lima

Chiara Zanotelli, Milena Rettondini, Paulo Lima, dell’Agenzia di Stampa Giovanile

Si sono chiusi oggi con ben 36 ore di ritardo i negoziati sul clima della COP20 a Lima, dimostrando ancora una volta un forte disinteresse politico per un’azione decisa che affronti con la giusta serietá la problematica cambiamenti climatici. Il risultato di Lima non fa niente per affrontare la crisi climatica, mancando di coraggio, giustizia e solidarietá di fronte a milioni di persone che ne subiscono le conseguenze ogni giorno.

Il presidente della COP20 Manuel Pulgar-Vidal ha presentato l’accordo come un compromesso dove “ognuno vince” e nel quale sono incluse le posizioni di ogni parte. La realtá è che il documento finale di Lima non prende una posizione sulle decisioni più difficili per Parigi: non è stata  innanzitutto decisa la forma legale per l’accordo 2015. Questioni essenziali come Loss and Damage, finanza, nonchè il contenuto e la natura degli impegni di mitigazione, sono stati relegati alla decisione del prossimo anno. Infine, non abbiamo più nemmeno una bozza dell’accordo di Parigi, poiché la consegna degli obiettivi nazionali di riduzione delle emissioni (INDC) è stata prevista solo per maggio 2015. È stato sì menzionato nel paragrafo preliminare il meccanismo di Varsavia del Loss and Damage, fondamentale per i paesi in via di sviluppo, auspicandoneil suo progresso, tuttavia questa menzione ha pochissima forza legale poiché non è contenuto nel testo operativo bensì nel preambolo. Anche il principio  di una responsabilitá comune ma differenziata è stato incluso nel testo, su forte domanda dei paesi in via di sviuppo. Ciononostante i paesi sviluppati e l’UE non hanno accettato una differenziazione su base storica, poiche la quantitá di emissioni di paesi come la Cina ha reso inadeguata l’applicazione di questo criterio.

Gli impegni finora presi al tavolo dei negoziati potrebbero portare la temperatura globale ad alzersi tra i 4 e i 6 °C. Per arrivare ad un adeguato e giusto accordo doveva essere inclusa una forte azione per tagliare le emissioni prima dell’entrata in vigore dell’accordo prevista per il 2020. Posticiparla, “renderá quasi impossibile evitare i peggiori impatti del cambiamento climatico, gli espedienti politici e il potere delle multinazinali hanno prevalso sopra l’urgenza scientifica”, sostiene Samantha Smith, rappresentante del WWF. Non solo. Si sperava infatti che questo fosse l’anno in cui la voce della societá civile venisse finalmente ascoltata, ma così non e stato.

Nei prossimi giorni analizzeremo in modo dettgliato il contenuto della decisione di Lima.

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