Juventudes e pandemia: questionário está aberto até 16 de abril

Questionário da segunda fase da consulta Juventudes e a Pandemia do Coronavírus (Covid-19) já ouviu 50 mil jovens de 15 a 29 anos e continua disponível até 16 de abril para alguns estados; veja como participar

Um ano após o início da pandemia de COVID-19, garantir direitos para a população jovem
brasileira tornou-se um desafio complexo. Em busca de respostas dos próprios jovens sobre
como a crise sanitária os afeta e como eles podem ser apoiados neste momento, uma nova
onda da pesquisa “Juventudes e a Pandemia do Coronavírus (Covid-19)”, lançada no dia
22 de março.

Até o dia 05/04, a pesquisa já ouviu mais de 50 mil jovens de 15 a 29 anos em todo o país por meio do questionário online.

Para fortalecer ainda mais essa escuta, jovens dos estados de Alagoas, Bahia, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro seguem podendo participar da consulta disponível no link bit.ly/juventudesepandemia2, até o dia 16 de abril.

Promovida pelo Conselho Nacional da Juventude (CONJUVE), em parceria com a Fundação
Roberto Marinho, a UNESCO, a Rede Conhecimento Social, a Visão Mundial, o Mapa
Educação, o Em Movimento e o Porvir, a primeira edição da pesquisa foi realizada em maio
de 2020 e ouviu 33.688 jovens.

À época, seus resultados mostraram que a pandemia afetava diferentes aspectos da vida dos jovens, como perda de trabalho e renda, dificuldade para estudar em casa e elevado nível de estresse. Os dados foram amplamente divulgados e usados por organizações e profissionais comprometidos em apoiar o desenvolvimento das juventudes, bem como para pautar e influenciar a ação de tomadores de decisão.

Agora, com os riscos ampliados pela longa exposição à pandemia, a segunda onda de mobilização pretende atualizar as percepções das juventudes sobre a crise e trazer dados que ajudem a evitar sequelas graves para a maior geração de jovens da história do país.

“Todo este contexto tem forte influência no processo de desenvolvimento da população
jovem no Brasil. A situação é grave. Precisamos urgentemente de ações concretas, com real
capacidade de promover mudanças, atendendo as demandas emergenciais e apresentando
perspectivas de futuro. Uma série de direitos têm sido violados ou negligenciados e para o
enfrentamento da complexidade desses desafios será fundamental a construção de
soluções que sejam baseadas em evidências, por isso decidimos realizar a segunda onda da
Pesquisa Juventudes e a Pandemia do Coronavírus”
, afirma Marcus Barão, Presidente do
Conselho Nacional da Juventude.

Por meio do questionário, os jovens terão a oportunidade de relatar suas experiências e
sentimentos em relação a saúde e bem estar; educação e aprendizado; trabalho e renda; e
vida pública e expectativas
. Também devem responder algumas informações sobre sua
origem e perfil socioeconômico, mas não precisam se identificar. Com 70 perguntas como:
“Quando estiver disponível para a sua faixa de idade, você pretende tomar a vacina contra
COVID-19?”
e “Pensando em perspectivas de futuro para o mundo do trabalho, quais são as
duas ações prioritárias para instituições públicas e privadas ajudarem jovens a lidar com
efeitos da pandemia?”
, a pesquisa leva aproximadamente 30 minutos para ser completada.

Assim como na primeira edição, os temas e questões do questionário foram propostos por
um grupo de 10 jovens que participaram de oficinas utilizando a
metodologia PerguntAção,
coordenadas pela Rede Conhecimento Social, uma das organizações parceiras da iniciativa.

Segundo Marisa Villi, diretora executiva da ONG, essa metodologia envolve o público alvo
da pesquisa em todas suas etapas.

“A construção coletiva da segunda onda da pesquisa tem sido riquíssima, com jovens extremamente engajados em identificar temas prioritários para entender o atual momento da pandemia e levantar perspectivas de futuro para as juventudes. As experiências de cada jovem ao longo da pandemia foram traduzidas em perguntas que eles gostariam de fazer a outros jovens de todo o país, tomando como referência os aprendizados da onda 1 da pesquisa. Certamente a análise coletiva de resultados será muito potente.”

Os jovens que colaboram com a pesquisa foram indicados por cada organização do Comitê
de Governança da iniciativa ainda na sua primeira onda.
Esse comitê é formado por
especialistas em juventudes, pesquisa, comunicação e mobilização das organizações
parceiras da consulta, que também acompanham e colaboram com suas várias etapas. Está
entre as responsabilidades do comitê coordenar a mobilização por respostas em todo o
país. Organizações que trabalham ou são formadas por jovens serão convidadas a divulgar o
questionário em diferentes regiões. Além disso, os próprios jovens envolvidos na elaboração
das questões também participarão da mobilização.

O objetivo é atingir uma amostra representativa das juventudes brasileiras. Para isso, será
feito um monitoramento durante a fase de coleta, conforme explica Rosalina Soares,
Assessora de Pesquisa e Avaliação da Fundação Roberto Marinho. “No processo de
mobilização precisamos ficar atentos se estamos atraindo e garantindo a representatividade
de jovens de todas a regiões do Brasil, moradores de zonas urbanas e rurais, jovens do sexo
masculino e feminino, com diferentes identidades de gênero e cor/raça. Vamos monitorar
as respostas, utilizando dados populacionais do IBGE para analisar a representatividade e
ativar a mobilização, cuidando para que ao final da coleta a pesquisa represente as
juventudes brasileiras”.

O lançamento dos dados será realizado no festival de lançamento do Atlas das Juventudes,
em maio. O Atlas das Juventudes é uma pesquisa nacional, coordenada pelo Em Movimento
e pelo Pacto das Juventudes pelos ODS que tem como objetivo produzir, sistematizar e
disseminar dados sobre as diferentes juventudes do Brasil.
Contribuir com evidências para
que sejam feitos os investimentos certos, no momento certo, para ativar o potencial desta
geração.

“Lançaremos a segunda onda da pesquisa Juventudes e a Pandemia como parte do Festival
de Lançamento do Atlas das Juventudes, uma vez que o esforço de realizar essa pesquisa
nasceu dentro da articulação que já realizamos para o Atlas, e como forma de agregar ao
esforço de compilar em um só lugar, evidências sistematizadas e disponíveis sobre as
juventudes. No contexto em que vivemos, a segunda onda do Juventudes e a Pandemia se mostra ainda mais relevante, para entendermos como os jovens passaram por esse último
ano desafiador, e como a sociedade pode garantir os seus direitos para o seu pleno
desenvolvimento.”
, completa Mariana Resegue, secretária executiva do Em Movimento e
coordenadora do Atlas das Juventudes.

SOBRE O CONJUVE

Instituído pela Lei no 11.129/2005 e regulamentado pelo Decreto no 10.069/2019, o
CONJUVE reúne algumas das principais organizações juvenis do país.

Entre as suas atribuições, está a de formular e propor diretrizes da ação governamental
voltadas à promoção de políticas públicas de juventude, desenvolver estudos e pesquisas
sobre a realidade socioeconômica dos jovens, articular, engajar e mobilizar redes e
organizações juvenis e promover o intercâmbio entre as organizações juvenis nacionais e
internacionais.

O CONJUVE é a plataforma oficial de representação juvenil do Brasil, sua atuação foi
determinante para a concretização de marcos históricos como a aprovação do Estatuto da
Juventude, o Decreto que instituiu o Sistema Nacional da Juventude e ainda cumpre o
importante papel de coordenar a Conferência Nacional de Juventude, que mobiliza mais de
600.000 jovens de todo o país e busca reunir as propostas para a construção do Plano
Nacional da Juventude.

*Originalmente publicado em 30 de março de 2021. Atualizado em 12 de abril de 2021.

Ver +

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *