Public Enemy leva mais de 25 mil pessoas ao Centro Esportivo de Lazer Tietê. Show gratuito levou grupos de amigos, crianças e famílias, marcando a reabertura do equipamento, que integra áreas de lazer, esportes e cultura. Evento ocorreu sem incidentes. Foto: Heloisa Ballarini/ Secom/ PMSP

Conheça A Banca, uma iniciativa que usa o hip-hop para fortalecer a cultura periférica

| Por Maria Soares, da Agência Jovem de Notícias de São Paulo |

Nascida do movimento juvenil na década de 90, A Banca é uma produtora cultural social de impacto positivo que utiliza a música, a cultura Hip Hop, a Educação popular e a tecnologia para promover a inclusão, fortalecer a identidade e o empreendedorismo juvenil periférico.

As periferias são o cenário de atuação da produtora, que eventualmente realiza debates, batalhas de MC’s, consultorias sociais e eventos culturais, despertando o lado empreendedor das juventudes.

A banca compôs o painel “Empreendedorismo e iniciativas juvenis de geração de renda”, no evento Jovens e Trabalho: Dilemas, Invenções e Caminhos, que aconteceu entre os dias 13 e 14 de setembro no Sesc Bom Retiro. Durante o evento, membros da Banca compartilharam práticas e experiências de atuação junto às juventudes periféricas.

Os trabalhos mais recentes acontecem na região do Jardim Ângela, em São Paulo, que já foi considerado um bairro extremamente violento.

No início do projeto, os jovens participantes sentiram na pele o preconceito e a marginalização atribuída à cultura hip-hop. Poucos sabem, mas o movimento Hip-hop, principal instrumento de trabalho do grupo, foi um dos principais meios de reivindicação dos direitos e liberdade de expressão das grandes periferias. O movimento surgiu na década de 70 e deu visibilidade às periferias, além de colocá-las nos centros dos debates sociais. Hoje, o movimento representa luta e resistência.

Além da promoção cultural, a Banca trabalha com a temática de mobilidade urbana, para que jovens ocupem e pertençam também a outros espaços. Como conta o educador e músico da Banca, Kafuzo, de 22 anos: “a gente meio que ta se provocando nessa questão de ver o que tem na quebrada e quem ta fazendo coisas do nosso lado ou longe da gente […]. A gente enxerga que outras pessoas que tem outras ações são braços. É mais um remo pra nossa canoa.”

Iniciativas como a Banca, mostram que é possível valorizar e compartilhar a cultura da periferias. Promover a participação e o reconhecimento do jovem periférico é o primeiro passo para criar uma sociedade mais justa e menos desigual.

Este texto é resultado da cobertura educomunicativa do seminário Jovens e Trabalho: Dilemas, Invenções e Caminhos, realizada por adolescentes e jovens do projeto Agência Jovem de Notícias, em parceria com o Sesc São Paulo. O programa Agência Jovem de Notícias em 2017 é realizado pela Viração Educomunicação, em parceria com o Fundo Municipal da Criança e do Adolescente São Paulo.

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