Conheça a Pastoral da Aids

Durante a cobertura do IX Congresso de Prevenção das DSTs e Aids a Agência Jovem de Notícias acompanhou a exibição do documentário “A vida é maior que a Aids”, produzido pela Pastoral da Aids. Aproveitamos para bater um papo com o Frei Luís Carlos Lunardi, que nos falou um pouco sobre o trabalho da Pastoral e o documentário. Acompanhe!

 

O que é a Pastoral da Aids?

A Pastoral da Aids é um serviço da igreja católica que hoje está em 122 dioceses em todo o Brasil e nós temos trabalhos desenvolvidos em diversas áreas, tanto na área da prevenção quanto na  área da assistência.

 

Como foi feito esse documentário “A vida é maior que a Aids”? E porque vocês realizaram essa produção?

Esse vídeo da pastoral da Aids foi uma construção feita para dar um pouco mais de visibilidade para as práticas da igreja católica no Brasil. Nós temos um trabalho desde 2000 e fomos desenvolvendo várias atividades, uma delas muito importante, que comentamos bastante nesse vídeo é um pouco a prática dos regionais. A gente atinge as 17 regionais, atingindo diversas realidades do Brasil e nós temos um programa de formação de lideranças na linha da prevenção, do acompanhamento e da incidência política. Então, esse vídeo quer mostrar um pouco a prática da igreja católica, da pastoral da Aids, em diversas regionais do Brasil e um pouco das ações de cada agente, de cada regional, mostrando os resultados tanto na área da prevenção, quanto na área da assistência e na área da incidência política.

 

Como você vê essa questão de entrar com um tema tão complexo na igreja e ela apoiar esses projetos?

Eu acho que a igreja sempre teve consciência de que todos os problemas que a sociedade enfrenta são os problemas que a comunidade cristã enfrenta. Toda a necessidade da sociedade como um todo em lidar com as respostas para estes problemas é também uma necessidade da igreja católica estar desenvolvendo. A gente compreende o trabalho de forma complementar, interdisciplinar, de forma parceira e é por isso que a gente assume essa temática. Eu acho que é uma responsabilidade de todos os setores, de todas as organizações, do governo em todas as suas esferas, a sociedade civil, os movimentos de comunicação, a imprensa… Digamos assim, como o vírus atinge a nós todos, todos somos vulneráveis ao vírus, é nossa responsabilidade, de todos, dar uma resposta a isso tanto na área da prevenção quanto na área da assistência. Então nós como igreja católica, nós assumimos a nossa contribuição, a parte que nos cabe e a parte que não nos cabe trabalhamos de forma articulada com as redes de saúde e com os profissionais de saúde. Nós nos compreendemos muito como um serviço que trabalha de forma muito propositiva a questão da informação, dizer toda a verdade, falar sobre a epidemia, sobre os métodos de prevenção, informar, qualificar, capacitar a pessoa para que ela tenha a compreensão do contexto que estamos vivendo e para que ela possa a partir dessa consciência, dessa informação que ela recebe, desse contexto que ela está inteirada e que ela possa pautar os seus comportamentos a partir de uma atitude preventiva.

 

E qual o público alvo de vocês?

Nós trabalhamos com o que chamamos de população em geral. A população geral para nós é um conceito amplo, mas que não elimina, que não deixa de fora a nossa compreensão de que a sociedade é formada por grupos, por minorias, e nós atingimos e estamos atentos a um trabalho específico com cada uma dessas minorias. O nosso trabalho é aberto a toda a população. Então, nós achamos que a pessoa que nos procura e a pessoa que a igreja acessa têm uma pluralidade muito grande e a gente tenta, digamos assim, a partir da realidade de cada pessoa, a gente tenta ver como nós podemos trabalhar com ela e o que nós não podemos trabalhar com ela a gente tenta ajudar ela a ter acesso a uma organização que seja mais do seu perfil.

 

E essa parceria é feita com movimentos sociais ou fica restrita à igreja católica?

Não, nós somos um serviço específico da igreja católica, mas nós temos essa parceria aberta. Por exemplo, nós participamos de todos os Fóruns ONUAIDS do Brasil, em alguns deles, quatro ou cinco, nós coordenamos isso como Pastoral da Aids, os Fóruns ONUAIDS, e estamos no Conselho Fiscal, trabalhamos muito e estamos inseridos em Comissões, Conselhos de Saúde, Frentes Parlamentares. Então a nossa visão é a de que realmente o que se coloca é o que se diz. A resposta brasileira é importante justamente porque ela consegue dar uma resposta articulada, ela consegue congregar e se fortalecer a partir da contribuição de todas as organizações e nós também nos compreendemos como uma organização que contribui dentro desse contexto da resposta brasileira.

 

Hoje a tarde será apresentado o vídeo aqui no Congresso. E existem outros espaços que vocês planejam divulgar esse documentário? Ele está disponível em algum site?

Nós temos o nosso blog, que é o www.pastoralaids.org onde nós deixamos o vídeo disponível e nós temos vários eventos e campanhas nacionais sobre o diagnóstico precoce, o primeiro de dezembro e a vigília pros mortos de Aids e esse vídeo é apresentado em todos os locais onde temos trabalhado e fazemos nossas ações. A gente aproveita para passar o vídeo que é uma forma de mostrar o trabalho da pastoral e uma forma de ir ampliando e levando o conhecimento para outras pessoas.

 

Texto e entrevista: Reynaldo Gosmão (MG)

Evelyn Araripe é jornalista e educadora ambiental. Foi educomunicadora na Viração Educomunicação entre 2011 e 2014. Atualmente vive na Alemanha, onde é bolsista do programa German Chancellor Fellowship for tomorrow’s leaders e administra o blog Ela é Quente, que conta as histórias de vida de mulheres que estão ajudando a combater os efeitos das Mudanças Climáticas ao redor do mundo.

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