Como sobreviver em tempos pandêmicos?

Eu não quero apenas existir, eu quero viver!!! Enquanto esse dia não chega, precisamos aprender a ficar bem. Aqui tem algumas dicas para que possamos nos fortalecer juntes durante esse processo.

Por Amanda da Cruz Costa

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Pessoas usando máscaras e a representação de um vírus. Ilustração: reprodução Pinterest

Oláaa meu Strogonoff de Shitake com palmitos finos, turopom?

Deixemos os modos de lado; parece até piada perguntar se está tudo bem em tempos como esse: temos um presidente horroroso, estamos à beira do colapso climático e o número de mortes causadas pela COVID-19 só aumenta…

Migos, migas e migues:

EU ESTOU CANSADA!

Estou cansada de bancar a forte, produtiva, incansável, a fiel escudeira que está “lutando pelo futuro do planeta”! Afinal de contas, que futuro é esse? Se o futuro refletir o presente, eu não faço questão de vivê-lo!

Hoje desmarquei todas as minhas reuniões da manhã. Eu simplesmente não tinha energia para mais uma chamada online! Nosso mundo está um caos, mas ainda precisamos dar um jeitinho para manter a saúde mental e continuar produtivos.

Essa semana escutei uma frase que me feriu:

Primeiro a gente trabalha. Se sobrar tempo, a gente fala bom dia.

O que está acontecendo com as nossas relações??? Parece que a pandemia intensificou a lógica de trabalho exploratório do sistema capitalista 🙁

Sabe o que é pior?

Vários amigos estão na mesma vibe de insatisfação, tristeza e exaustão! Essa fala revela apenas uma consequência de um sistema violento que nos obriga a estar bem, mesmo que a alegria, a leveza e a graça estejam sendo sugadas do nosso corpo.

A minha motivação para compartilhar esses sentimentos veio de um post que vi no Insta do Levi Kaique Ferreira:

“Vocês também têm a impressão de que algo tá sugando a vontade de vocês de existir e fazer qualquer coisa?

Aquele sentimento de vazio que você não sabe de onde vem e pra onde vai. É como se estivéssemos estagnados, absortos, parados observando a vida passar enquanto nos rastejamos pelos dias.

É como um meio termo entre a felicidade e a depressão, não é um esgotamento total, ainda tenho forças, mas não estou 100% da minha mente.

Eu não consigo explicar totalmente, mas é como se houvesse a ausência de bem estar.

Sabe a indiferença? Acho que talvez a melhor forma de descrever o que sinto. É isso, é como se minha mente estivesse indiferente com relação à vida.

Passo horas só pensando, dias só esperando o momento de voltar para a cama e ficar embaixo das cobertas. Não é uma tristeza profunda, mas é como se o que resta de alegria estivesse sendo sugado aos poucos com o passar do tempo.

Falei sobre isso no Twitter e fiquei surpreso com mais de 40 mil pessoas falando sobre a mesma sensação.

Os dias não tem colaborado, o prolongar da quarentena, as subsequentes notícias ruins nesse país e o eterno estado de alerta em que nós estamos estão ampliando essa sensação.

Eu só queria saber como fazer minha mente parar de ser indiferente com a vida.

Não, isso não é um pedido de socorro. Só quis compartilhar isso com vocês porque talvez alguém esteja sentindo o mesmo que eu e às vezes acho que pode ser confortante saber que não estamos sozinhos.

Quando me perguntam se estou bem, queria poder responder:

Sinceramente? Estou indiferente.”

Assim como a frase do meu amigo, ler esse post me trouxe um sinal de alerta. Sinceramente? “Estou com medo de perder minha alegria, paz e humanidade”. Eu não quero apenas existir, eu quero viver!!!

Organizar uma festa do pijama com as minhas amigas, dançar músicas bregas num churrasco de família, dar abraços de urso nos migos e acreditar que tudo vai melhorar.

Enquanto esse dia não chega, precisamos aprender a ficar bem. Querido leitor, separei algumas dicas para que possamos nos fortalecer juntes durante esse processo:

  1. Faça um ritual de despertar que não envolva celular: meditação, exercícios físicos e banho de sol são ótimas atividades para começar o dia.
  2. Invista num bom livro: a literatura tem o poder de nos inserir em uma realidade completamente diferente.
  3. Converse com Deus: o desenvolvimento da fé, esperança e espiritualidade nos ajudam a enfrentar momentos turbulentos.
  4. Não morra: além de física, a morte pode ser espiritual ou almática. Tome cuidado com pensamentos tóxicos, pessoas negativas e fuja da apatia.
  5. Lembre-se: está tudo bem não estar bem! Nos dias difíceis, respire fundo, beba um chazinho e utilize a auto-empatia para respeitar seu próprio tempo.

Está difícil, eu sinto. Mas eu estou com você, querido leitor, e sei que juntos poderemos passar por essa fase! <3

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