Celular, amigo ou inimigo?

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Jefferson Santos, da Renajoc MT em São Paulo | Imagem: Filipe Campos

É quase impossível viver sem um celular hoje. Prova disso é que não desgrudamos dele nem por um segundo, e atividades do cotidiano como marcar um encontro com amigos ou uma reunião de trabalho fica extremamente difícil quando não temos esse aparelhinho para nos auxiliar. No entanto esse “amigo de todas as horas”, pronto a nos ouvir a todo momento, e a passar nossos recados a qualquer hora do dia e da noite, não é tão “gentil” como parece.Toda vez que ele é requisitado , seja para fazer uma simples ligação ou realizar um mega download (como no caso dos smartphones ), acaba involuntariamente enviado para a companhia telefônica todos os seus dados de navegação (conteúdo da mensagem ) e de localização , ou seja o seu “amigo de todas as horas”, na verdade se  comporta como o “amigo da onça”.

Segundo Silvio Rhatto , facilitador da oficina de vigilância da internet no evento Arena Net Mundial, os celulares há tempos são usados como ferramenta para monitoramento em massa de seus usuários. Isso graças ao fato de dados importantíssimos como conteúdo, local, data e hora das chamadas realizadas pelos usuários serem armazenadas nos provedores.

O caso se agrava quando se trata de um Smartphone, pois além dos dados citados acima é possível traçar um dossiê completo da personalidade do usuário através do histórico de navegação. “Os aparelhos de telefone funcionam com três números de identificação: o simcard, que é o número do celular propriamente dito; o número de serie do aparelho, servindo de impressão digital para cada aparelho; e o número do CPF de quem comprou o Simcard, ou seja,a partir do momento que você liga o seu celular ou SmartFone  não tem como não ser monitorado”.

Imagina o grande problema que seria se essas informações caíssem em mãos erradas? Pois bem, há quem diga que já caiu! Empresas especializadas em vendas pela internet já desenvolvem propagandas específicas com base na análise desses dados, em que os clientes são levados a comprar, pois os publicitários (sabendo  da personalidade, idade, gosto, ideologia, etc.) apresenta a mercadoria como se fosse a namorada (o) perfeita (o), e o cliente acaba sendo induzido a comprar como se estivesse completamente  “apaixonado”.

Em tempos onde quase tudo é virtual, até os relacionamentos, você acaba sendo vigiado e de quebra acaba “apaixonado” pelo seu “par perfeito”tudo graças a um “amigo” muito impertinente, o seu celular.

Bruno Ferreira
Jornalista, professor e educomunicador. Responsável pelos conteúdos da Agência Jovem de Notícias e Revista Viração.

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