Capital da Suécia ensina a como ser uma cidade verde

Por: Evelyn Araripe, da Agência Jovem de Notícias Internacional na Rio+20

Logo ao lado do Rio Centro, espaço que sedia as atividades oficias da Rio+20, está o Parque dos Atletas com stands de vários países que mostram – ou tentam mostrar – soluções sustentáveis que podem servir de exemplos para outras cidades ou nações. Mas, se tem um stand que se destaca em exemplos de cidades sustentáveis, esse stand é o da Suécia. Sua capital, Estocolmo, foi eleita em 2010 a primeira capital européia verde.

Além de orgulhosos, representantes da prefeitura de Estocolmo se reuniram nessa sexta-feira, 22 de junho, para um bate papo aberto sobre as soluções que a capital sueca encontrou para ser um dos lugares mais sustentáveis do planeta. Divididos em muitas frentes, desde a década de 40 a prefeitura alocou investimentos para a melhoria da qualidade da água, do ar, para acabar com a poluição sonora e para melhorar a qualidade de vida da população. No últimos 10 anos eles começaram a sentir os resultados.

O principal rio da cidade, por exemplo, era completamente poluído. Um programa de despoluição que durou décadas faz com que hoje a população de Estocolmo possa beber de suas águas, nadar no verão e até mesmo pescar. Para os problemas de poluição, além de trabalharem junto com as empresas para desenvolverem tecnologias verdes que não agredissem o meio ambiente local, a cidade investiu em transportes públicos, principalmente metrô, e em vias e estacionamentos para bicicletas. Além disso, a população é incentivada a ter veículos com fontes de energia não poluentes. “Hoje três de cada quatro pessoas em Estocolmo usam meios de transportes amigáveis ao meio ambiente, como transporte público, bicicleta e carros com biocombustíveis”, conta Hanna Brogren, diretora de comunicação da prefeitura de Estocolmo. Segundo ela, incentivar meios de transportes alternativos e mais limpos não só reduz drasticamente a poluição do ar como também a poluição sonora. “As pessoas sentem mais prazer em circular pelas ruas”, diz Hanna.

Para incentivar ainda mais a ocupação dos espaços públicos, a prefeitura construiu parques e áreas verdes por toda a cidade. “Hoje 90% da população tem uma área verde a até 300 metros de distância de sua casa”, conta Hanna, que junto com Gunnar Soderholm, diretor de meio ambiente e saúde da prefeitura de Estocolmo, acredita que outras cidades no planeta podem usar os exemplos da capital sueca para serem verdes. No Brasil, por exemplo, eles sugerem que as cidades adotem soluções integradas que envolvam educação, saúde, gestão de resíduos, qualidade do ar… “sempre focados na qualidade de vida da população”, explicam. Para Gunnar, “as pessoas precisam sentir que determinadas medidas são para melhorar a vida delas”. Hanna complementa dizendo que “enquanto uma pessoa achar que o ar condicionado do carro dela é melhor opção do que o transporte público, ela não vai mudar as suas atitudes”.

 

Evelyn Araripe é jornalista e educadora ambiental. Foi educomunicadora na Viração Educomunicação entre 2011 e 2014. Atualmente vive na Alemanha, onde é bolsista do programa German Chancellor Fellowship for tomorrow’s leaders e administra o blog Ela é Quente, que conta as histórias de vida de mulheres que estão ajudando a combater os efeitos das Mudanças Climáticas ao redor do mundo.

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