Camille Paglia, uma escritora americana de pensamentos marcantes

Por Eric Silva e Mariana Rosário

Uma das conversas mais intensas do 3º Congresso Internacional de Jornalismo Cultural foi com a professora e escritora Camille Pagila, que aconteceu no começo da tarde do terceiro dia de congresso, onde teve a mediação do historiador e professor Gunter Axt e da filósofa e também professora Kathrin Rosenfield.

Ela é uma feminista homossexual assumida que admira o prazer erótico e se considera uma estudante da ideia do sadomasoquismo. A escritora se identifica, e muito, com a decadência humana e em estudar a natureza violenta da humanidade: “Eu respeito muito mais a natureza do que as ações humanas”, afirma.

Toda a trajetória acadêmica de Camille Paglia sempre foi rodeada pelo preconceito e dúvidas por parte dos outros, porque desde que se assumiu homossexual, na época de graduação, criou-se receio dos estudantes próximos e seus professores, mas ela  sempre superou tudo isso: “Derroto meus inimigos com conhecimento, com minha performance”, comenta.

A sua tese de doutorado foi bem polêmica e pioneira, pois trata da relação entre as pessoas, sexualidade e arte, numa linguagem considerada por ela mesma forte e direta. Ainda comentando do seu modo de escrever, a autora descreve também a importância dos sentidos na hora de se escrever um texto: “Precisa-se ser físico, usar os cinco sentidos no texto, ser sensorial”.

Já na temática do congresso, Camille Paglia afirma que o Jornalismo Cultural é muito importante nos dias de hoje principalmente para os jovens, por isso, esse gênero de jornalismo tem a função de informar os acontecimentos culturais, mas principalmente contar as histórias das pessoas que produzem arte e compõe a cultural.

Confira aqui a conversa completa com Camille Paglia.

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