Breve história da Conferência sobre o Clima (Português, Italiano, Espanhol, Inglês)

Daniele Saguto, da Agência Jovem de Notícias

 

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A convenção Marco das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (UNFCC) começa a vigorar em 1994 com o objetivo de reduzir a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera.  A Conferência das partes (COP) foi designada como órgão fundamental da convenção. Os 195 países que decidiram fazer parte da Convenção encontram-se uma vez ao ano, por duas semanas, para avaliar a aplicação da Convenção e para dar vida ao processo de negociação entre as partes com o objetivo de chegar a novos acordos. Durante a COP17 os governos instituíram a Durban Platform For Enanched Action (ADP). As negociações na Durban Platform terminarão em 2015 na COP21 de Paris, na qual todas as partes terão que ratificar a próxima fase do acordo climático a nível global (depois do tratado de Kyoto).  A OP20 de Lima é decisiva para a preparação de esta próxima etapa porquê servirá para a definição dos parâmetros do acordo global de 2015. Durante os 12 dias da COP de Lima será necessário conseguir tomar importantes decisões sobrea forma, a composição e a pressa do acordo futuro.

Sempre começa com bons propósitos

Hoje a enorme engrenagem da ONU está em marcha, movido também por boas notícias: Em primeiro lugar as últimas declarações dos Estados Unidos e China abrem espaço para renovar as esperanças e alavancam positivamente as negociações. Inclusive, no final da Cume de APEC (Asian-Pacific Economic Cooperation), o presidente americano Barack Obama anunciou um acordo com o presidente da China Xi Jinping no qual os dois países se comprometem a reduzir aproximadamente em um terço as suas próprias emissões de CO2nos próximos dois decênios.

A presidência peruana da COP tem demostrado um substancial esforço na condução das negociações da COP, o ministro do meio ambiente Manuel Pulgar Vidal tem ressaltado a intenção de chegar a um documento ambicioso : “The world needs to see that have the capacity and te will to prepare a binding, equitable, durable and balanced agreement in 2015, firmly framed in the Convention and its principles” ( o mundo precisa ver o que temos , a capacidade a vontade de preparar  em 2015 um acordo forte, justo, durável e equilibrado, firmemente no marco da Convenção e seus princípios).Um forte estimulo para uma ação mais forte e rápida no âmbito climático tem oferecido também o V informe cientifico do Intergovernamental Panel on Climate Change (IPCC), documento que, além de promover uma especifica posição da maioria da comunidade cientifica, oferece um panorama dos conhecimentos técnicos em matéria de mudanças climáticas. Tudo constitui um bom início, cujo desenvolvimento será decidido nos próximos dias. As decisões tomadas em Lima marcarão o caminho para Paris, onde ainda se projeta a sombra do fracasso da COP15 de Copenhague.

Mudamos o sistema, mas não o clima!

Este caminho não pode e não deve descartar a sociedade civil, com suas complexas e numerosas posições e instancias. A riqueza e a diversidade das posições que estão no jogo pode infundir um impulso vital e criativo nas negociações, sendo porta voz de todas as realidades mais marginais e vulneráveis: Jovens, populações indígenas, mulheres. A sociedade civil tem então um papel crucial e deve assumir suas próprias responsabilidades com ações internas e externas na conferência oficial.Nesse sentido o 22 de setembro tem sido um momento único de fundamental importância, quando mais de 400.000  pessoas saíram às ruas de Nova Iorque à caminhada pelo meio ambiente mais grande da história. Pelas ruas a umenta a voz do povo : “what do we want? Justice! Whaen do we want it?Now (O que queremos? Justiça! Quando a queremos? Agora

Outro importante momento será o da “Cume dos Povos”, num espaço de diálogo e ação aberto, democrático e horizontal que desde o 8 até o 11 de dezembro assistirá juntar-se associações, ONG, movimentos e populações de cada canto do mundo para compartilhar experiências, problemas e esperanças para criar uma agenda comum, poder advogar suas próprias ideias e influir objetivamente nas negociações oficiais.

 

Versione in italiano

Breve storia di una Convenzione sul clima

 

Semplice guida per non perdersi all’interno di una COP

 

La convenzione quadro delle Nazioni Unite sul cambiamento climatico (UNFCCC) entra in vigore nel 1994 con l’obbiettivo di ridurre le concentrazioni di gas serra nell’atmosfera. La Conferenza delle Parti (COP) è stata designata come l’organo fondamentale della Convenzione. I 195 paesi che hanno deciso di aderirvi si incontrano una volta all’anno, per due settimane, per esaminare l’applicazione della Convenzione e sviluppare il processo di negoziazione tra le Parti con l’obbiettivo di arrivare a nuovi accordi. Nella COP17 i governi istituiscono la Durban Platform for Enhanced Action (ADP). I negoziati all’interno della Durban Platform termineranno nel 2015 alla COP21 di Parigi, durante la quale tutte le Parti dovranno ratificare la prossima fase di un accordo climatico a livello globale (dopo il trattato di Kyoto). La COP20 di Lima diventa dunque di importanza decisiva per preparare questa prossima fase perché servirà a definire i parametri dell’accordo globale del 2015. Durante i 12 giorni della COP di Lima si dovrà riuscire a prendere importanti decisioni sulla forma, la composizione e l’ambizione dell’accordo future.

 

Si parte sempre con i buoni propositi

 

Oggi il gigantesco ingranaggio dell’ONU ha ricominciato a muoversi, spinto anche da alcune buone notizie: – in prima istanza le ultime dichiarazioni di USA e Cina lasciano ben sperare e infondono un input positivo alle negoziazioni. Infatti al termine del vertice Apec (Asia-Pacific Economic Cooperation), il presidente americano Barack Obama ha annunciato a sorpresa un accordo con il presidente cinese Xi Jinping, secondo cui i due paesi ridurranno le proprie emissioni di CO2 di circa un terzo nei prossimi due decenni. La presidenza peruviana della COP ha dimostrato un sostanziale impegno nel voler guidare le negoziazioni nella giusta direzione. L’intenzione di arrivare ad un documento ambizioso è stata ribadita dal primo ministro dell’ambiente Manuel Pulgar Vidal durante l’assemblea plenaria di inaugurazione della COP: “The world needs to see that we have the capacity and the will to prepare a binding, equitable, durable and balanced agreement in 2015, firmly framed in the Convention and its principles”.

Un forte impulso per una maggiore e più rapida azione in ambito climatico è stato dato anche dal recente V rapporto scientifico dell’Intergovernmental Panel on climate Change (IPCC), documento che offre un’istantanea delle conoscenze tecniche in materia di cambiamenti climatici, oltre a promuovere una particolare posizione o linea guida da parte della maggioranza della comunità scientifica. Tutto ciò costituisce una buona base di partenza i cui sviluppi si decideranno nei prossimi giorni. Le scelte prese a Lima segneranno il cammino verso Parigi su cui ancora si proietta la lunga ombra del fallimento della COP15 di Copenhagen.

 

Cambiamo il Sistema, non il clima

 

Questo cammino non può e non deve prescindere dalla società civile, con le sue complesse e molteplici posizioni e istanze. La ricchezza e la diversità delle posizioni messe in gioco può infondere all’interno delle negoziazioni impulso vitale e creativo, facendosi portavoce di tutte le realtà più marginali o vulnerabili: giovani, popoli indigeni, donne…La società civile ha dunque un ruolo cruciale e deve saper farsi carico delle proprie responsabilità con azioni all’interno ed all’esterno della conferenza ufficiale. Un momento di fondamentale importanza è stato il 22 settembre, quando più di 400.000 persone si sono riversate per le strade di New York nella piu’ grande marcia per l’ambiente della storia. Per le strade si è alzato il grido: “What do we want? Justice! When do we want it? Now!”. Altro importante momento sarà la “Cumbre de los Pueblo”, uno spazio di dialogo e azione aperto, democratico e orizzontale che dall’8 all’11 dicembre vedrà insieme associazioni, ONG, movimenti e popolazioni da ogni parte del mondo per condividere esperienze, problemi e speranze, per creare un’agenda comune, poter fare pressione e riuscire ad incidere sulle negoziazioni ufficiali.

 

Version en español

Breve historia de una Convención sobre el clima

 

Una simple guía para no perderse en una COP

 

La Convención Marco de las Naciones Unidas sobre el Cambio Climático (UNFCCC) entra en vigor en 1994 con el objetivo de reducir la concentración de gases de efecto invernadero en la atmosfera. La Conferencia de las Partes (COP) ha sido designada como el órgano fundamental de la Convención. Los 195 Países que eligieron adherir a la Convención se encuentran una vez al año, por dos semanas, para examinar la aplicación de la Convención y para dar vida al proceso de negociación entre las Partes con el objetivo de llegar a nuevos acuerdos. Durante la COP17 los gobiernos instituyen la Durban Platform for Enanched Action (ADP). Las negociaciones en la Durban Platform terminaran en 2015 en la COP21 de Paris, en la cual todas las Partes tendrán que ratificar la próxima fase del acuerdo climático a nivel global (después del Tratado de Kyoto). La COP20 de Lima es decisiva para la preparación de esta próxima etapa porqué servirá para la definición de los parámetros del acuerdo global de 2015. Durante los 12 días de la COP de Lima será necesario conseguir tomar importantes decisiones sobre la forma, la composición y el afán del futuro acuerdo.

 

Siempre se empieza con buenos propósitos

 

Hoy el enorme engranaje de ONU ha empezado se ha puesto en marcha, movido también por buena noticias: – en primera estancia las ultimas declaraciones de Estados Unidos y Cina dejan espacio a las buenas esperanzas y dan un input positivo a las negociaciones. De hecho, en la terminación de la Cumbre de APEC (Asian-Pacific Economic Cooperation), el presidente americano Barack Obama ha anunciado de sorpresa un acuerdo con el presidente chino Xi Jinping, por lo cual los dos Países se comprometen a reducir sus propias emisiones de CO2 aproximadamente de un tercio en los próximos dos decenios. La presidencia peruana de la COP ha demostrado un substancial esfuerzo en la voluntad de conducir las negociaciones en la correcta dirección. En la asamblea plenaria de inauguración de la COP, el ministro del ambiente Manuel Pulgar Vidal ha remarcado la intención de llegar a un documento ambicioso: “The world needs to see that we have the capacity and the will to prepare a binding, equitable, durable and balanced agreement in 2015, firmly framed in the Convention and its principles”.(“El mundo tiene que ver que tenemos la capacidad y la voluntad de preparar en 2015 un acuerdo forzoso, justo, durable y equilibrado, firmemente enmarcado en la Convención y sus principios”).

Un fuerte estimulo para una acción mas fuerte y rápida en el ámbito climático se ha ofrecido también en el V informe científico del Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC), documento que, además de promover una especifica posición de la mayoría de la comunidad científica, ofrece una panorámica de los conocimientos técnicos en materia de cambios climáticos. Todo esto constituye un buen inicio, cuyos desarrollos será decididos en los próximos días.

Las decisiones tomadas en Lima marcarán el camino hacia Paris, donde todavía se proyecta la sombra del fracaso de la COP15 de Copenhague.

 

Cambiamos el Sistema, no el clima!

 

Este camino no puede y no debe descartar la sociedad civil, con sus complejas y numerosas posiciones y instancias. La riqueza y la diversidad de las posiciones que están en juego puede infundir un impulso vital y creativo en las negociaciones, siendo bocina de todas las realidades mas marginales y vulnerables: jóvenes, poblaciones indígenas, mujeres, … La sociedad civil tiene entonces un papel crucial y debe asumirse sus propia responsabilidades con acciones internas y externas a la conferencia oficial. En ese sentido el 22 de septiembre ha sido un momento de fundamental importancia, cuando mas de 400.000 personas han afluido en las calles de New York a la marcha para el ambiente mas grande de la historia. Por las calles se levanta la voz del pueblo: “What do we want? Justice! When do we want it? Now!”(“Que queremos? Justicia! Cuando la queremos? Ahora!”). Otro importante momento será lo de la “Cumbre de los Pueblos”, un espacio de dialogo y acción abierto, democrático y horizontal que desde el 8 hasta el 11 de diciembre verá juntarse asociaciones, ONG, movimientos y poblaciones desde cada rincón del mundo para compartir experiencias, problemas y esperanzas, para crear una agenda común, poder abogar sus propias ideas y influir objetivamente sobre las negociaciones oficiales.

 

English version

 

A Brief History of the Climate Convention

 

A simple Guide to not get lost in a COP

 

The United Nations Framework Convention on Climate Change (UNFCCC) entered into force in 1994 with the goal of reducing greenhouse gas concentrations in the atmosphere. The Conference of the Parties (COP) has been designated as the key body of the Convention. The 195 countries that have chosen to participate will meet once a year, for two weeks, to examine the implementation of the Convention and develop the process of negotiations between the parties with the aim to reach new agreements. In COP17, governments established the Durban Platform for Enhanced Action (ADP). Negotiations regarding the Durban Platform will end in 2015 at COP21 in Paris, during which all Parties are expected to ratify the next phase of a global climate agreement (post Kyoto Treaty). Therefore, the COP20 in Lima is crucial to prepare for this next phase because it will serve to define the parameters of the overall agreement of 2015. During the 12 days of the COP in Lima, important decisions regarding the content, composition and ambition on a future agreement will be made.

 

Parties [Negotiators] always start with good intentions

 

Today the giant mechanism of the UN has started to move, pushed by some good news: first, the latest statements of the US and China is encouraging and provides a positive input to the negotiations. In fact, at the end of the APEC (Asia-Pacific Economic Cooperation) summit, US President Barack Obama announced a surprise agreement with Chinese President Xi Jinping, that the two countries will reduce their CO2 emissions by about a third over the next two decades. The Peruvian President of COP has shown a significant commitment in wanting to lead the negotiations in the right direction. The intention of reaching an ambitious document was reiterated by the Environmental Minister, Manuel Pulgar Vidal, during the opening plenary session of the COP: “The world needs to see that we have the capacity and the will to prepare for a binding, equitable, enduring and balanced agreement in 2015, firmly framed in the Convention and its principles “.

A strong incentive for greater and more rapid action in the climate field has been given by the recent fifth scientific assessment report of the Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC), a document that provides an insight of technical knowledge in the field of climate change, as well as promotes a particular position or guideline by the majority of the scientific community. All this is a good starting point whose developments will be decided in the coming days. The choices made in Lima will mark the road to Paris, which still casts a long shadow of failure since COP15 in Copenhagen.

 

Let’s change the system, not the climate.

 

This path cannot and should not ignore the civil society, with its complex and diverse positions and demands. The richness and diversity of the positions put into play can infuse a vital and creative impulse into negotiations, and gives a voice to all especially the most marginal, vulnerable, young people, indigenous people, women and more. Civil society therefore has a crucial role and must be able to exercise its responsibilities with actions inside and outside the official conference. A crucial moment was September 22, when more than 400,000 people poured into the streets of New York in the ‘largest march for the environment in history’. The streets came alive and shouted: “What do we want? Justice! When do we want it? Now! “. Another important moment will be the “Cumbre de los Pueblo (People’s Summit)”, an open space for dialogue and action, democratic and horizontal it will bring together associations, NGOs, movements and people from all over the world from the 8th – 11th of December to share experiences, challenges and hopes; to create a common agenda, to put pressure and influence on the official negotiations.

 

 

 

 

 

 

 

 

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