Ativistas fazem manifestação sobre os crimes ambientais no Brasil

Por Paulo Ricardo Santos, da Engajamundo.

A poucos dias do final da COP25 em Madrid, na Espanha, a delegação do Engajamundo realizou uma ação de ativismo denunciando os crimes ambientais e o genocídio indígena relacionados à água que estão acontecendo no Brasil.

A ação aconteceu na entrada principal da Conferência, onde as pessoas eram “abordadas” com uma “falsa” distribuição de garrafas com alguns líquidos representando desastres ambientais e o genocídio indígena.

O “sangue de povos originários” representou os ataques que eles estão sofrendo por terem que proteger seu território das constantes ameaças e invasões daqueles que querem tomar seu espaço de vivência e ancestralidade.

A “água com lama”, proveniente dos crimes ambientais que estão acontecendo no Brasil como, por exemplo, o rompimento da barragem de Brumadinho que aconteceu em janeiro deste ano e deixou 228 pessoas mortas e 49 desaparecidas e o rompimento da barragem de Mariana, que resultou no volume de 43,7 milhões de metros cúbicos de rejeitos despejados e um total de 19 mortes. Segundo ambientalistas, os efeitos dos rejeitos no mar serão sentidos por, no mínimo, 100 anos.

A “água transparente” simboliza o mistério, a falta de conhecimento sobre o estado das águas brasileiras. Tem muitas regiões contaminadas por diversos poluentes invisíveis aos olhos mas não se tem muita informação e muito menos se sabe como tem afetado a população. Um exemplo disso foi uma análise microbiológica da água de quase 15 pontos da vila de Alter do Chão – a 40 km de Santarém – que revelou a existência de contaminação por coliformes fecais e de termotolerantes em quase 80% dos locais estudados. O município de Santarém enfrenta um surto de Hepatite A, que pode ser causado pela água contaminada.

A “água preta” simboliza o óleo que foi derramado em algumas praias do nordeste e sudeste do Brasil. Foi registrada a presença de óleo em 546 locais de 112 municípios e dez estados do Nordeste e do Sudeste. O derramamento causou danos a ecossistemas da região. O Ibama registrou 135 animais atingidos, dos quais 95 morreram, e recolheu preventivamente mais de 3.400 filhotes de tartaruga da Bahia, Sergipe e Rio Grande do Norte. O ICMbio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) afirmou que 14 unidades de conservação federais foram afetadas.

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