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As mulheres e a ciência, I

O começo de uma série de textos para conhecer e reconhecer o grande papel das mulheres no desenvolvimento da ciência, no Brasil e no mundo.

Por Maria Clara Almeida

A ciência é palco de muitas descobertas, comumente atribuídas a nomes masculinos. As vidas intelectuais e científicas nunca foram consideradas adequadas às mulheres, muitas vezes, negando-lhes participação e desconsiderando seus feitos por tais causas.

Essa desvalorização do intelecto feminino, em uma sociedade machista, colocou as mulheres em posições sociais desfavoráveis à sua participação na ciência, arte, literatura e outras áreas acadêmicas.

Por séculos, a educação foi negada às mulheres. Até a década passada, em certos lugares, como no Paquistão, o conhecimento não era acessível às meninas, causa social da ativista Malala Yousafzai.

Portanto, os homens que tinham fama por serem escritores, como Camões; físicos e matemáticos, como Einstein e Lemâitre; astronautas, como Armstrong; pintores como Leonardo DaVinci; políticos, como Trump (ex-presidente dos EUA) e Putin (presidente da Rússia).

Um antigo laboratório de Ciências. Reprodução Pinterest

Logo, os feitos femininos eram, facilmente, desconsiderados, plagiados e/ou substituídos por cópias com nomes masculinos, como aconteceu com a escritora Mary Shelley, autora de “Frankstein”, em 1818, que teve seu trabalho atribuído totalmente ao seu marido; bem como eram esquecidos, como as pinturas de Artemísia Gentileschi, no século XVII, que hoje, são consideradas umas das melhores de sua época.

Dessa forma, as mulheres eram rebaixadas intelectualmente na sociedade, assumindo um papel social relacionado a tarefas domésticas e cuidados estéticos. Além de que tais tarefas e cuidados levavam tempo, ocupando-as em um momento que poderia ser centrado em estudos e desenvolvimento intelectual, artístico, literário, etc.

Isso acarretou em uma sociedade em que as mulheres não possuíam participação política e científica e não eram incentivadas a levar uma vida acadêmica.

De acordo com a USP, atualmente, apenas 30% das mulheres, ao ingressarem em universidades, escolhem cursos relacionados à ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

Logo, para que as mulheres sejam incluídas na ciência, é necessário apoio de ativistas e de mulheres influentes na política para que haja investimento em projetos que visem a trabalhos autorais femininos de divulgação científica, além de buscar visibilidade dos mesmos em redes sociais e meios jornalísticos.

Ilustração. Reprodução Pinterest

É essencial que mulheres incentivem umas às outras a participarem da área científica.

Nessa série, serão abordadas as histórias de várias mulheres que tiveram papéis importantes na história da humanidade, na ciência, nas artes, na literatura e na política. As mulheres possuem papéis cruciais na evolução de todas as áreas já citadas, nos quais serão ressaltados, pois é de suma importância. No próximo texto, vamos conhecer a história de Marie Curie.

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2 Comentários

  • Parabéns! Ótimo artigo

  • Texto muito bom: reflexivo e argumentativo.

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