Arte e cultura no Congresso de Prevenção às DST e Aids


Vania Correia (SP), da Cobertura Jovem em São Paulo | Imagem: Guilherme Kardel, Ministério da Saúde

Um cortejo cultural animou a manhã desta quarta-feira (29) no 9º Congresso Brasileiro de Prevenção às DST e Aids. Ao som do maracatu, artistas da Cia Paulista de Artes de Jundiaí e outros voluntários que se juntaram à trupe percorreram os espaços do Anhembi, convidando o público a dançar, cantar, rimar e, porque não, se abraçar. A intervenção, que acontecerá em outros momentos do evento, marcou o lançamento da Vila Cultural.

Animada, a paranaense Leandra Rodrigues, da Secretaria de DST e Aids do estado, destacou a importância de atividades culturais na sensibilização sobre os temas do Congresso. “Isso é cultura pura e o povo que tem cultura é mais esclarecido. Esse tipo de intervenção contribui para a divulgação e comunicação”, comenta.

Marcelo Perone, um dos artistas responsáveis pelo Cortejo, ressalta o poder das intervenções lúdicas. “As pessoas se envolvem com uma peça, com uma música e, quando percebem, já pararam pra refletir sobre o uso do preservativo, sobre o preconceito. Nossa idéia não é dar uma aula, mas possibilitar a reflexão”. Para ele o Congresso será, principalmente, um espaço de diálogo com os profissionais de saúde sobre o uso da arte para trabalhar o tema.

Vila Cultural

De hoje até o dia 31, quando se encerra o Congresso, cerca de 5 mil pessoas participarão das atividades da Vila Cultural. O público poderá apreciar peças de teatro, exibição de filmes, performances e apresentações musicais. Além disso, um stand contará com diversos lançamentos de publicações.

De acordo com Gil Casemiro, assessor técnico do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, o espaço promoverá maior interação entre as pessoas, além de trazer mais leveza ao evento. “Quando trabalhamos com prevenção abordamos temas muito subjetivos, como a sexualidade, por exemplo. É importante termos atividades artísticas para interagir com as pessoas, assim você consegue tocá-las, abordar temas complexos de uma forma muito mais tranqüila”, avalia.

Jornalista, professor e educomunicador. Responsável pelos conteúdos da Agência Jovem de Notícias e Revista Viração.

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