Amazônia em Chamas

O novo e alarmante patamar do desmatamento na Amazônia

Por Ane Alencar, Rafaella Silvestrini, Jarlene Gomes, Gabriela Savian, do IPAM

O desmatamento de florestas na Amazônia alcançou um novo e alarmante patamar nos últimos três anos. A perda de floresta entre 2019 e 2021 ultrapassou os 10 mil km² ao ano, número 56,6% maior que a média anual do período anterior – 2016 a 2018.

Apesar de uma porção considerável do desmatamento se localizar em terras públicas, principalmente federais, a governança ambiental na Amazônia carece de atuação em todos os níveis federativos e privados. As responsabilidades de atuação dos governos federal, estaduais e municipais, bem como da iniciativa privada na tomada de decisão pelo uso do solo tanto em terras públicas como em áreas privadas, são peças fundamentais para melhor planejamento e priorização de ações de comando e controle, a partir das áreas mais críticas que demandam ações urgentes.

Para isso, faz-se necessária a compreensão da distribuição geográfica do desmatamento nas principais categorias fundiárias, para que se possa contribuir, de forma efetiva e eficiente, na superação do atual contexto de perda desse patrimônio natural.

Nesta nota técnica, detalhamos os locais onde o desmatamento tem ocorrido nos últimos seis anos, com enfoque para um “antes e depois” da mudança do governo federal, segundo as diferentes categorias fundiárias no bioma Amazônia.

Valter Campanato/ABR – reprodução Rede Brasil Atual

O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia alerta, no estudo, para a explosão do desmatamento em terras públicas federais na Amazônia desde o início do governo Bolsonaro. Essa explosão está diretamente ligada ao lugar que o Brasil pode ocupar no cenário mundial futuro. O colunista Jamil Chade analisou os dados no UOL News. Assista:

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