Alunos da periferia de São Paulo voltam de competição na Índia com sensação de sonho realizado

Por Editora FTD | Imagens: Reprodução

Já é sabido que a participação de estudantes da Educação Básica em olimpíadas científicas pode acrescentar muito, não só na vida escolar, mas de maneira geral. Além de serem um desafio e uma oportunidade de aprofundar conhecimentos, elas também acabam abrindo portas. Sete alunos do Ensino Médio da Escola Estadual Professor Luís Magalhães de Araújo que o digam. Eles acabaram de retornar do Festival Internacional de Ciência Quanta 2014, que aconteceu de 18 a 23 de novembro na cidade de Lucknow, na Índia.

“Foi uma experiência fantástica! Desde o avião, a viagem, até o último dia”, diz  o estudante Diego Henrique de Moraes.

Ele e os colegas foram selecionados para a competição após atingirem bons resultados na Olimpíada Internacional de Matemática sem fronteiras, mas, para chegarem à Índia precisaram da colaboração de alguns parceiros.

“A tacada de mestre foi quando a Editora FTD se propôs a patrocinar as passagens aéreas dos alunos. Nesse momento falamos ‘nós vamos’, porque o mais importante, as estrelas, são os alunos”, conta Maria Consoladora da Silva, mais conhecida por Dora, professora titular da disciplina de Matemática.

Apesar de não voltarem com prêmios e medalhas, os estudantes trazem na bagagem novas experiências, amizades e a felicidade de terem tido a oportunidade de participar de um evento em um local tão distante e diferente da cultura brasileira.

“Já esperávamos que seria difícil. Voltar com bons resultados ficou em segundo plano, o nosso sonho era viajar”, diz Diego, que nunca tinha tido contato com pessoas de outros países e acredita que este foi um dos grandes pontos da experiência, além da prática da língua inglesa.

A aluna  Jaqueline dos Santos Cunha concorda. “O mais marcante foi conhecer outras pessoas, fazer novos amigos e poder conhecer uma das sete maravilhas do mundo, o Taj Mahal. A cultura é muito diferente. A alimentação, o modo como tratam as pessoas. Aprendemos a respeitar a cultura de outros países. Também foi uma oportunidade de conhecer estudantes brasileiros de outros estados”.

Além da grande experiência proporcionada durante a competição, a participação rendeu outros frutos. Agora todos os alunos da escola podem participar aos sábados de um cursinho oferecido pela Escola Politécnica da USP e de um curso profissionalizante de iniciação em robótica, dado em um instituição especializada.

“A convivência com outras equipes, gente do mundo todo, para esses meninos que têm sonhos que os pais dizem ‘não é para nós’, mostra que o estudo é o caminho principal para atingir conquistas”, acrescenta Dora.

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