Ainda sobre a Parada LBGT: festa ou manifestação política

 

Parada_2013_divulgação

No último domingo, 4 de maio, Sã Paulo realizou a 18ª Parada do Orgulho LGBT, que reuniu pessoas de todos os lugares do país, e até estrangeiros, para afirmarem sua existência e exigir que seus direitos civis sejam respeitados. O tema deste ano era a Homolesbotransfobia – pela aprovação da lei de identidade de gênero.

Eduardo Pales, 31, era um dos participantes do evento. Ele contou à Agência Jovem de Notícias que apoia a Parada e que vive cotidianamente com o preconceito velado em seu meio familiar. Um grupo de amigos, próximo a Eduardo, disse que estava ali para festejar o “dia deles”, e que o evento é uma forma pacífica de mostrar quem são de verdade, já que nesse dia se sentem acolhidos.

Por outro lado, Joyce Pereira, 26, que estava na Avenida Paulista a trabalho – ela fazia campanha de sensibilização para os riscos do HIV, distribuindo preservativos masculinos como forma de alertar as pessoas para o sexo seguro. Ela disse ser contra a homofobia, mas não apoia totalmente o movimento, por ter perdido o sentido político.

De nossa parte, podemos dizer que este é um movimento acessível a todas e todos, gratuito, de ocupação dos espaços públicos, sendo uma forma política, ainda que festiva, de conscientizar a sociedade sobre os desafios que uma minoria enfrenta no Brasil e no mundo.

Leticia Calixto e Gabriella Gomes, adolescentes comunicadoras da Agência Jovem de Notícias de SP | Imagem: Divulgação

Jornalista, professor e educomunicador. Responsável pelos conteúdos da Agência Jovem de Notícias e Revista Viração.

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