Acabou o aquecimento. Agora se fala sério (Português/Italiano)

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No final da primeira semana de negociações, aparecem as primeiras conclusões

Silvia Debiasi e Serena Boccardo, da Agência Jovem de Notícias

Na COP20 está terminado o aquecimento, ainda que não o global. Agora se começa a falar sério.
Eram muitas as pessoas que hoje percorriam os corredores da conferência com malas e que, ao parar para uma entrevista, confirmavam que tinham acabado de chegar. Os técnicos dão lugar aos políticos. As negociações que aconteceram esta semana tomam o caminho das decisões concretas, de acordos vinculantes.

Mas o que os especialistas pensam desta primeira semana? … Os negociadores oficiais tendem a ser tímidos e a não fazer declarações, mas alguns países, por sua vez, aproveitam a oportunidade para reiterar suas posições e pedir mais uma vez que as negociações possam continuar no caminho por eles proposto.

É o caso do Paquistão, que chama a atenção para o tema do Loss & Damage (Perdas e Danos), tão caro aos países em desenvolvimento, como afirma o porta-voz: “Os países em desenvolvimento são as principais vítimas da mudança climática, não sendo capazes de enfrentar a nova realidade, porque são mais vulneráveis e têm baixa capacidade de resistência e de recuperação de danos”. Por isso, pedem que todos trabalhem juntos para enfrentar as mudanças climáticas futuras. “Exigimos igualdade”, conclui ele.

O representante da Tailândia encarregado dos acordos de Capacity Builing, a transferência de tecnologia e conhecimento para os países em desenvolvimento, está satisfeito, alegando ter recebido respostas positivas sobre as propostas apresentadas pela maioria dos países em desenvolvimento e até mesmo por alguns dos países desenvolvidos.

Quem diverge um pouco nesta primeira semana da conferência são os representantes do “Adopt a Negotiator” (“Adote um negociador”), um programa que acompanha de perto as negociações, com o objetivo de compreender todas as implicações e rumores que circulam nos corredores e, em seguida, torná-los públicos para aqueles que querem acompanhar seu andamento.

Entre eles, Josh Wiele está satisfeito em relação aos acordos de financiamento para o Green Climate Fund, afirmando que se está chegando perto dos US$ 10 bilhões anuais de financiamento, meta mínima atual, à espera do grande acordo que deverá conduzir aos 100 bilhões de financiamento anuais. Wiele reconhece que se está avançando muito lentamente, já que até agora se falou principalmente de mitigação, mas ainda não foi seriamente enfrentado um outro macrotema, a adaptação – o mais importante para os países em desenvolvimento, que são os que mais sofrem as consequências das mudanças climáticas.

Outro membro da “Adopt a negoziator”, Federico Brocchieri, fala das dificuldades de se chegar a um acordo sobre Loss & Damage devido ao desafio concreto de reconhecer se os danos sofridos por um país são realmente causados pela mudança climática ou se teriam acontecido de qualquer maneira e, em caso afirmativo, das dificuldades em se estimar os danos causados pela mudança climátia devida à negligência dos governos. A União Europeia é abertamente contra esse acordo e gostaria de se concentrar apenas em mitigação, em contraste com a maioria dos países em desenvolvimento.

As negociações continuam na próxima semana, quando se espera a chegada de muitos outros diplomatas com malas de viagem, na esperança de que eles sejam mais propensos a fazer declarações.

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È finito il riscaldamento. Ora si fa sul serio

Silvia Debiasi e Serena Boccardo, dell’Agenzia di Stampa Giovanile

Al termine della prima settimana di negoziazioni si tiranno le prime conclusioni

Alla COP20 è finito il riscaldamento, anche se non quello globale. Ora si inizia a fare sul serio.

Molte le persone che oggi si aggiravano per i padiglioni della conferenza con le valigie, tante quelle che una volta fermate per un’intervista hanno confermato di essere appena arrivate. I tecnici lasciano il posto ai politici. Le negoziazioni che hanno avuto luogo questa settimana si avviano verso la strada delle decisioni concrete, di accordi vincolanti.

Ma cosa ne pensano gli addetti ai lavori di questa prima settimana?…I negoziatori ufficiali tendono ad essere schivi e non rilasciare dichiarazioni, ma alcuni Paesi invece colgono l’occasione per ribadire le loro posizioni e chiedere ancora una volta che le trattative possano proseguire sulla strada da loro proposta.

È il caso del Pakistan, che richiama l’attenzione al tema del Loss & Damage (Perdite e Danni), tanto caro ai Paesi in via di Sviluppo perché, come afferma il portavoce: “I Paesi in Via di Sviluppo sono le maggiori vittime del cambiamento climatico, non essendo in grado di affrontare le nuove realtà perché sono più vulnerabili e hanno una ridotta resilienza e minori capacità di recupero dai danni”. Chiedono dunque che si lavori tutti insieme per far fronte ai futuri sconvolgimenti climatici. “Chiediamo uguaglianza”, conclude.

Il rappresentante della Thailandia che si occupa degli accordi sul Capacity Builing, il trasferimento tecnologico e conoscitivo ai Paesi in Via di Sviluppo, si ritiene soddisfatto, sostenendo di aver ricevuto delle risposte positive riguardo alle proposte fatte da gran parte dei Paesi in Via di Sviluppo e anche da parte di alcuni dei Paesi Sviluppati.

Chi si sbilancia un po’ di più su questa prima settimana di conferenza sono i rappresentanti dell’”Adopt a Negotiator” (“Adotta un negoziatore”), un programma che segue da vicino le negoziazioni, con lo scopo di capire tutti i sottintesi e i rumors che circolano tra i corridoi per poi renderle pubblici a quanti vogliono seguire l’andamento dei negoziati.

Tra loro, Josh Wiele si ritiene soddisfatto riguardo agli accordi sui finanziamenti per il Green Climate Fund, affermando che si stanno raggiungendo i 10 miliardi di dollari all’anno di finanziamento, obiettivo minimo attuale, in attesa del grande accordo che dovrebbe portare ai 100 miliardi di finanziamento annui. Wiele riconosce però che si sta procedendo troppo lentamente, dato che finora si è parlato principalmente di mitigazione ma non si è ancora affrontato seriamente l’altro macro-tema, l’adattamento, più caro ai Paesi in Via di Sviluppo che sono quelli che subiscono le conseguenze del cambiamento climatico.

Un altro membro del programma “Adopt a negotiator”, Federico Brocchieri parla delle difficoltà di arrivare ad un accordo sul Loss & Damage a causa della difficoltà oggettiva di riconoscere se i danni subiti da un Paese sono davvero causati dal cambiamento climatico o sarebbero avvenuti comunque e, in caso affermativo, delle difficoltà nella stima dei danni dovuti alla variazione del clima da quelli dovuti alla negligenza dei governi. L’Unione Europea è apertamente a sfavore di questo accordo e vorrebbe concentrarsi solo sulla mitigazione, contrariamente alla maggior parte dei Paesi in Via di Sviluppo.

Le negoziazioni continuano la settimana prossima, si attende l’arrivo di molti altri diplomatici con valigia, nella speranza che siano più inclini a rilasciare delle dichiarazioni.

 

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