A abertura da Copa e o combate ao trabalho infantil

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Larissa Ocampos* | Imagem: Carolina Lima

Quinta-feira, 12 de junho de 2014. Dia dos namorados e da abertura da Copa do Mundo no Brasil, com direito a jogo da seleção de Neymar, Hulk e Fred, ídolos da criançada. Mas, desde 2002, a data também marca o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil. E em meio a tanta festa é importante nos lembrarmos de milhares de crianças e adolescentes que frequentemente deixam de estudar e brincar para exercer atividades que deveriam ser de responsabilidade de adultos, em lojas, fábricas, nas ruas ou até mesmo em casa.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra e Domicílios (PNAD), divulgada em setembro passado pelo IBGE, cerca de 3,5 milhões de brasileiros e brasileiras com idade de 5 a 17 anos trabalhavam em 2012. Apesar de alarmante, o número atingiu sua menor marca, passando de 19,6% em 1992 para 8,3% vinte anos depois.

À Agência Brasil, Maria Cláudia Falcão, coordenadora do Programa Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil (Ipec), da Organização Internacional do Trabalho (OIT), falou sobre a preocupação quanto à quantidade de adolescentes de 14 a 17 anos trabalhando no Brasil. “O problema é que mais de 80% das crianças que trabalham têm mais de 14 anos, mas a maioria não está trabalhando de maneira formalizada como aprendizes. Precisamos de um esforço maior para que essas crianças possam ser inseridas no mercado de trabalho de maneira formal e com todos os seus direitos assegurados”.

Para sensibilizar a população e turistas, a OIT decidiu lançar a campanha mundial de combate à exploração no Brasil. Nomeada Todos juntos contra o trabalho infantil, a ação teve seu lançamento marcado em 11 de junho, na praia de Botafogo, no Rio de Janeiro (RJ), quando mais de mil pessoas formaram um mosaico humano em forma de catavento, símbolo do enfrentamento ao trabalho infantil.

Mas para que a campanha surta efeitos, e que os direitos sejam garantidos, é de extrema importância a participação da população, que deve fiscalizar e denunciar a exploração de mão de obra infanto-juvenil. Portanto, fique de olho! E auxilie no combate a esta prática!

* Larissa Ocampos é jornalista. Trabalhou no Portal Promenino e hoje é responsável pela comunicação do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD).

Jornalista, professor e educomunicador. Responsável pelos conteúdos da Agência Jovem de Notícias e Revista Viração.

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