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A opinião dos jovens importa – Agência Jovem de Notícias

A opinião dos jovens importa

Texto e imagens por Giovanna Feliciano e Paulo Souza

Crianças, adolescentes e jovens possuem constitucionalmente o direito de livre pensamento e livre expressão na sociedade, visto que são sujeitos de direitos da mesma forma que as pessoas que estão em outras fases da vida. E devem, nesse sentido, possuir espaço de fala e de escuta, assim como todos, nas diferentes discussões e diferentes lugares; seja dentro de casa, dentro da escola ou num evento maior, tal como um congresso.

A participação cidadã de crianças, adolescentes e jovens nos diferentes espaços é, portanto, uma prática democrática. E, por esse motivo, a temática está em pauta nas discussões do II Congresso de Comunicação e Educação da USP, que está acontecendo entre os dias 12 e 14 de novembro na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), onde educadores, estudantes, pesquisadores, ativistas e outros profissionais das Américas, da África e da Europa se encontram para debater o tema “Educação Midiática: práticas democráticas pela transformação social”.

No primeiro dia do congresso (12), conversamos com o radialista Ró Gilberto Gomes Cá (24), representante da Rede de Crianças e Jovens Jornalistas de Guiné, África, sobre essa participação cidadã de crianças, adolescentes e jovens nos espaços educativos e de comunicação. Ele, então, comentou sobre a importância e usou como exemplo o trabalho que desenvolve e veio representar no congresso:

“Acredito que é muito importante a participação de jovens em espaços que incentivem o seu protagonismo, para promoverem uma educação que contribua com a comunicação. A propósito, vim trazer uma experiência do outro lado do Atlântico, que é feita com jovens e crianças, porque antes eram adultos que falavam de temas que envolvessem esse público, e consequentemente, suas participações eram limitadas, por isso eles não levavam crédito pela realização dos programas e das demais atividades. A organização que eu vim representar no II Congresso de Comunicação e Educação da USP, é a Rede de Criança e Jovens Jornalistas, que busca proporcionar aos jovens serem protagonistas de suas principais demandas, e que dessa forma incentivem outros jovens a se expressar também. Incentivar a participação jovem é estar em um espaço que possibilite a emissão da sua própria opinião sem a influência de terceiros.”

Ró Gilberto Gomes Cá

Conversamos também com Maria Rehder (38), vice-presidenta da Associação Brasileira dos Profissionais e Pesquisadores em Educomunicação (ABPEducom) sobre a importância de incentivar a participação cidadã de crianças, adolescentes e jovens nesses espaços educativos e de comunicação. Confira o que Rehder nos disse:

“A forma mais legal de incentivar a presença de jovens nesses lugares é dando espaço para essa construção coletiva do jovem de acordo com as suas linguagens, com as coisas que se identifica. E quando falamos em Educomunicação é isto: um caminho em que o sujeito se sinta pleno por participar e levar sua identidade.”

Maria Rehder

Percebe-se então, na fala de Rehder, que a forma mais simples de abrir espaço para que os mais jovens se expressem nesses contextos é fazendo com que se sintam de fato incluídos nos processos, e consequentemente bem-vindos nesses locais, visando o incentivo a sua participação e conscientização de questões que os influenciam e estão presentes em seu cotidiano.

Assim como indicou Rô, importa que nos espaços onde se discute sobre as questões referentes à juventude os jovens possuam espaço para expressar suas opiniões. Que, em eventos como o II Congresso Internacional de Comunicação e Educação, estejam não apenas assistindo e observando, mas ocupando lugares nas mesas, discutindo os temas, tendo a voz ouvida. Indo além, que também participem de outros espaços políticos que parecem muitas vezes estarem mais distantes da população, tais como na elaboração de políticas públicas, ao lado da opinião de professores, prefeitos e de quem quer que seja.

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