A desvalorização dos livros na sociedade brasileira

Ler está diretamente ligado à educação, ao incentivo e aos investimentos que uma sociedade faz nas pessoas, da escola para a vida. As consequências dessa desvalorização são grandes

Por Maria Clara Almeida

Os livros guardam o conhecimento, as ideias criativas de uma pessoa, transmitem o sentimento de alguém e contam a história do mundo de forma geral. Eles foram – e são – essenciais para a evolução da sociedade e à criação de formas para guardar a história.

Com o avanço da tecnologia e a nossa educação desvalorizada, esses objetos caem em desuso rapidamente, cada dia mais.

A leitura no Brasil

É perceptível que, quanto maior o nível acadêmico de alguém e a qualidade deste, mais a leitura é recorrente. Com incentivo e desenvolvimento da linguagem, interpretação de texto e o raciocínio lógico, uma leitura se torna interessante, leve e fluída.

O problema é que, no Brasil, a educação não é valorizada e não tem tanta qualidade, pois o governo não investe nela. A maioria da população não possui uma renda mensal alta e apenas 18% dos estudantes estudam em escolas da rede privada, ou seja, a linguagem, interpretação de texto e o raciocínio lógico não são tão desenvolvidos, e as leituras se tornam exaustivas e não são incentivadas.

Porque o governo não investe na educação?

Primeiramente, as autoridades não veem a realidade da população, pois vivem em outro meio social e, assim, desconhecem a necessidade educacional da população.

Além disso, obviamente, o governo não quer ser questionado e, para isso, influenciar a população a crer nele é uma opção viável. Mas, essas pessoas não são facilmente influenciadas pois possuem pensamento próprio e uma linha lógica para defender esse pensamento, como ele vai influenciá-las? A educação gera esse pensamento próprio e, os livros, também.

O papel da tecnologia no desuso dos livros (e no uso, também)

É importante citar que, a tecnologia, por um lado, incentiva o conhecimento e traz mais acesso à informação, mas, por outro, gera ansiedade e vício.

Ferramentas como a calculadora e o corretor automático nos fazem pensar menos, facilitam ações essenciais, além das redes sociais, como TikTok, YouTube, Netflix, Instagram e outras, não estimulam tanto o cérebro e por vezes deixam as interpretações de lado – todas as informações são carregadas muito rápido. 

No Google, por exemplo, como temos acesso a respostas para todas nossas perguntas e dúvidas, os livros passam a “não ter” mais utilidade. As histórias podem ser substituídas pelas séries e por filmes, em que a informação também é carregada rapidamente, não é necessário imaginação, não é necessário interpretação, “porque alguém iria ler?”

Por outro lado, a tecnologia ajuda na popularização dos livros, por meio de páginas no Instagram, e-Books e debates literários no YouTube, personagens leitores em séries na Netflix etc.

As consequências de uma sociedade que não lê

Apenas 52% dos brasileiros têm o hábito de ler e 3 em cada 10 pessoas no país declaram ter dificuldades para compreender livros.

A falta de acesso à educação e o desinteresse aos livros, resulta em uma população sem raciocínio lógico e que não é capaz de ter posicionamento próprio ou independência, ficando passiva a respeito de abusos feitos pelo governo. Além de que, se uma população não utiliza de atos lógicos, portanto, suas profissões não serão bem sucedidas, assim, geram um país sem grande desempenho profissional e uma crise econômica que não terá um líder capaz de resolvê-la. 

A educação cai em declínio cada vez mais sem alguém que possa arrumá-la, e os livros vão junto.

O porquê de ler

Aumentar o conhecimento, o raciocínio, a interpretação de várias situações, a criatividade e, até mesmo, o lazer e a saúde mental, são coisas importantes a serem feitas. Além de que desenvolve a linguagem e a forma de se expressar, faz refletir sobre diversos assuntos e desperta novos interesses e é uma forma de conhecer não só a sua, mas outras culturas.

Salve seu país e contribua, de certa forma, com o mundo: leia, preze a educação e valorize o conhecimento.

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