A COP21 inicia com a convição do conseguir o tão esperado acordo climático

Agostina Herrera @agoshb (Argentina) y Jhoanna Cifuentes @jhoabastet (Colombia)*  

Com uma reunião plenária na qual participaram mais de 150 chefes de estado e de governo, presidida pelo presidente da França, Fraçois Hollande, o Secretário Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon e o presidente da COP21, Laurent Fabius, iniciou formalmente este grande evento que busca estabelecer um acordo global para enfrentar as mudanças climáticas e evitar ultrapassar o limite de 2 graus que significa a desestabilidade do equilíbrio ecológico do planeta, trazendo consequências catastróficas para a humanidade.

De que se trata?

A conferência das Nações Unidas Sobre as Mudanças Climáticas nesta 21ª edição, já é vista como uma das mais importantes dos últimos tempos, já que existe uma urgência generalizada de unir esforços que permitam responder efetivamente aos desafios das mudanças climáticas, cujas consequências são cada vez mais graves.

A COP21 acontecerá desde os dias 30 de novembro até o dia 11 de dezembro no parque de exposições de Le Bourget (Paris) e espera-se receber a mais de 40 mil pessoas ( entre chefes de estado, representantes de governos, sociedade civil, ONG’s, imprensa e empresas) que poderão acessar a várias reuniões e plenárias onde se discutirão diversos temas como: Bosques, adaptação, saúde, financiamento climático, entre outros, além de reuniões dos diferentes blocos de negociação como a União Europeia, o Grupo Africano e a Aliança Independente da América Latina e Caribe (AILAC).

Buscando um acordo ambicioso!

O presidente da França, quem realizou a abertura da conferência, indicou três condições para que a COP21 seja um êxito: crer que existe um caminho para não ultrapassar a temperatura do planeta em 2ºC, brindar uma resposta solidária entendendo que nenhum pais deve atuar só nisso, pois o compromisso é em conjunto, e por último, compreender que esta transformação é uma obrigação moral e uma oportunidade global. “ estamos aqui para cuidar o planeta inteiro, as vítimas deste fenômeno são milhões … e nenhum país ou região está isento dos desastres das mudanças climáticas, pelo qual necessitamos falar da justiça climáticas” afirmou Hollande em seu discurso.

Já o Secretário Geral das Nações Unidas, iniciou seu discurso fazendo uma comparação com os recentes ataques terroristas, reconhecendo a presença dos líderes a pesar dos acontecimentos e prestando condolências aos parisienses. Ban Ki-Moon assegurou que “o acordo deve preservar o equilíbrio entre os países desenvolvidos e os países em vias de desenvolvimento” expressando também a necessidade de um acordo o mais rápido e dinâmico possível com olhos para um mundo com menos emissões.

Laurent Fabius, também fez um paralelo no qual as mudanças climáticas são um compromisso de todos e ressaltou a importância de um interesse comum para conseguir o acordo na COP21, também comentou que os delegados têm um grande desafio, pois a decisão está nas mãos de todos que participam da conferência, já que a solidariedade de partir de todos “ eu acredito que o êxito histórico está chegando”.

Outros reconhecidoo dirigentes expressara sua opinião e postura ao respeito, como o presidente da Russia, Vladimir Putin, que disse “ O acordo deve ser integral e eficaz, mas também igualitário”. Por outro lado, a chanceler alemã, Angela Merkel estabeleceu que é necessário um mecanismo claro para medir os objetivos regularmente e expressou “temos que promover um mundo abaixo de emissões toxicas tendo em conta outros enfoques como o transporte e a energia, uma meta só significa que temos que ter um papel de liderança, pois os danos passados são uma responsabilidade, e Alemanha participará em numerosos programas de pesquisa sobre energia renovável e ajudará países com menos recursos” comenta.

Xi Jiping, presidente da China, manifestou que “ o acordo de Paris deve centrar-se em reforçar de fato as ações além de 2020. Este acordo que será discutido nos ajudará a assegurar que mais recursos sejam colocados à disposição para lutar contra o aquecimento global”. Também aclarou, que na China pretendem achar o caminho para uma nova era de modernização que permita a harmonia entre o homem e a natureza. “ para o ano de 2030, gostaríamos de reduzir as emissões de gases de efeito estufa por unidade de PIB” afirmou Jinping.

Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, fez uma fala mais voltada para os ataques terroristas. “ Vamos estar juntos na solidariedade para proteger a nossa. Queremos saudar as pessoas de paris para insistir no que se celebrará nesta conferência, queremos desafiar os terroristas e que melhor maneira que dizendo que queremos um mundo melhor para nossos filhos”.

Agência Jovem Internacional de Noticias

 

 

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