72% dos adolescentes quiseram pedir ajuda durante a pandemia

Fechando o Setembro Amarelo, de prevenção ao suicídio, UNICEF apresentou os resultados de enquete com 4 mil adolescentes sobre saúde mental na pandemia

Para marcar o Setembro Amarelo, que destaca o tema da prevenção ao suicídio, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) divulgou os resultados de uma enquete realizada com mais de 4 mil adolescentes de todo o Brasil sobre saúde mental na pandemia e acolhimento psicológico. A enquete mostrou que 72% dos respondentes sentiram necessidade de pedir ajuda em relação ao bem-estar físico e mental durante a quarentena. Entretanto, 41% não recorreram a ninguém. 

 A enquete, que teve maior participação de adolescentes entre 15 e 19 anos, foi realizada de 18 a 23 de setembro por meio da plataforma U-Report. Os resultados destacam ainda que 36% dos que pediram ajuda buscaram principalmente amigas(os) e/ou namorada(o). Outros chegaram a recorrer à família, a psicólogos ou psiquiatras, e a professores.  

É essencial que meninos e meninas reconheçam seus sentimentos e saibam com quem contar,  onde e como pedir ajuda. Isso é importante para que consigam criar e fortalecer redes de apoio entre pares e com adultos de referência em suas vidas. É fundamental, também, que famílias e profissionais que trabalham com adolescentes ampliem suas habilidades para fazer uma escuta qualificada e sem julgamentos, promover o acolhimento e encaminhar adolescentes para os serviços adequados disponíveis

Gabriela Mora, oficial do Programa de Cidadania dos Adolescentes do UNICEF no Brasil

A enquete reforça a demanda dos adolescentes por um canal de ajuda de saúde mental, onde se sintam à vontade para dizer o que sentem e recebam apoio

Gabriela Mora, oficial do Programa de Cidadania dos Adolescentes do UNICEF no Brasil

Entre os impactos da pandemia da Covid-19 na saúde mental de adolescentes, apareceram também na enquete o pessimismo e o padrão de sono alterado.

De acordo com os resultados, 46% dos respondentes estão mais pessimistas do que antes da pandemia e 80% dizem ter sentimentos negativos nos últimos dias (como depressão, ansiedade, nervosismo, preocupação ou tédio). Apenas 14% afirmaram estar bem-humoradas(os). O sono foi afetado de diferentes formas: 35% dormiram menos, 34% dormiram mais e 31% dormiram o mesmo de sempre. 

São consultas rápidas por meio de redes sociais entre pessoas de 13 a 24 anos cadastradas na plataforma. Elas apresentam a opinião de 4 mil adolescentes e jovens no Brasil, e não podem ser generalizadas para a população brasileira como um todo.

Acesse os resultados completos aqui e aqui

Mecanismos de escuta

Adolescentes participantes da enquete receberam informações sobre canais de ajuda para acolhimento psicológico de forma sigilosa e anônima, incluindo iniciativas como o Centro de Valorização da Vida (CVV), que promove apoio emocional por meio de telefone, e-mail ou chat; o Mapa da Saúde Mental, que reúne serviços públicos e gratuitos de saúde mental disponíveis na região durante a pandemia; e o Espaço de Escuta e Apoio Online, para receber atendimento por psicólogos online. 

Na terça-feira (29), o UNICEF promoveu também uma live com especialistas, adolescentes e jovens sobre prevenção de suicídio, em sua página oficial do Facebook, às 17h.  Clique aqui e assista a íntegra da atividade.

U-Oquê?

O U-Report é um projeto do escritório de inovação global do Unicef implementado pela Viração Educomunicação no Brasil. Funciona como uma ferramenta de participação social no meio digital, que tem como objetivo mobilizar e envolver a juventude em discussões sobre seus próprios direitos.

Basicamente, o projeto atua por meio de um chatbot social (um robô) que troca ideia com adolescentes e jovens.  Os conteúdos são distribuídos na forma de enquetes, infocentros, materiais educativos, desafios temáticos, transmissões ao vivo, entre outros, e chegam aos jovens por meio de aplicativos que fazem parte do cotidiano.

Você pode fazer parte do U-Report através do Facebook ou do WhatsApp.

Texto original publicado no site do Unicef Brasil

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