5 projetos de estudantes negras que enfrentam o racismo e elevam a autoestima

Dos Criativos da Escola – Conheça cinco projetos transformadores de alunas que valorizam a cultura e história negras

O Criativos da Escola, iniciativa implementada pelos parceiros do Instituto Alana, apresenta projetos transformadores de estudantes que estão valorizando a cultura e a história negra, além de discutir sobre o preconceito racial. Conheça, abaixo, cinco projetos protagonizados por meninas negras que abordam a valorização da mulher negra na sociedade. As iniciativas também foram destaque na última edição do Desafio Criativos da Escola.

1. Movimento Meninas Crespas

Depois de presenciarem casos de racismo com uma colega dentro da escola, estudantes se reuniram com o professor para conversar sobre a importância de exaltar sua negritude. Elas sentiram que deveriam fazer algo para combater as inúmeras “brincadeiras” racistas que vivenciavam por conta da textura de seu cabelo ou da cor de sua pele.

Nascia, assim, o Movimento Meninas Crespas, criado por alunas do ensino médio da Escola Casa Emancipa Restinga, localizada na periferia de Porto Alegre (RS). As jovens se reuniram em um grupo para promover atividades dentro e fora da escola.

O coletivo realizou trocas de experiências que visavam à valorização da estética e do cabelo crespo para resgatar a identidade afro-brasileira e o poder do feminino, além de celebrar a ancestralidade negra.  Além de debates, o grupo ofereceu oficinas, entre elas a de dança afro que se tornou apresentação em eventos do bairro.

As jovens criaram, ainda, uma biblioteca comunitária e afrocentrada por meio de campanhas de arrecadação de livros sobre a negritude, a fim de que a comunidade pudesse conhecer mais a história negra. E, agora, as adolescentes iniciaram as gravações para o documentário que contará a história do projeto.

2. Além dos Genes: fortalecendo as culturas negras

Depois de analisarem que a autodeclaração da raça dos moradores da cidade não correspondia aos números oficiais, alunas de Cascavel (CE) criam projeto para valorizar e fortalecer a identidade e a cultura negra no município. Elas identificaram que, apesar ser maioria, a população negra era tida como a menor parcela das pessoas da cidade. Focadas, especialmente, na comunidade quilombola da BICA, as jovens promoveram debates sobre a questão racial na comunidade e oficinas para resgatar a cultura local.

3. Cota não é esmola: pret-o-conceito

Alunas do Rio de Janeiro (RJ) criam espetáculo teatral que retrata a questão do preconceito racial sob a perspectiva das cotas raciais. A peça apresenta o racismo velado vivenciado no dia a dia pelos estudantes no ambiente escolar e também fora dele.

4. Literatura afro-brasileira: (re) descobrindo nossa identidade

Estudantes de Natal (RN) criam projeto que valoriza a literatura afro-brasileira, além de ressaltar a necessidade de discussão de temáticas como racismo, empoderamento, estética negra e representatividade dos afrodescendentes em cargos relevantes. 

O grupo realizou intervenções literária nas caixas de correio das ruas do bairro da escola , em uma clinica medica e em um condomínio. E, ainda fez exposições sobre a vida, a obra das escritoras negras como Carolina Maria de Jesus, Conceição Evaristo, Ryane Leão e Drika Duarte.

5. Sarilho: nossa história vira cena

Estudantes de São Vicente Ferrer (MA) criam uma companhia de teatro que retrata a cultura quilombola, suas vivências e histórias, além de despertar o protagonismo e o sentimento de pertencimento e identidade dos alunos.

Texto originalmente publicado no Blog dos Criativos da Escola

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