5 mulheres escritoras da realidade e da ficção que você precisa conhecer

Nesse março das mulheridades, a gente compartilha com vocês uma lista de autoras que pensam nosso mundo – na realidade e na ficção – para enaltecer esses saberes, criatividade e inventividade. 

São escritoras de literatura, filosofia e história, brasileiras e de outros lugares do mundo, que olham para os dilemas particulares e estruturais do nosso tempo com atenção e interseccionalidade.

Mulheres que se dispõem a pesquisar, refletir, debater e celebrar a diversidade e a multiplicidade de pontos de vista sobre seus corpos, sexualidades e possibilidades de existir e resistir no mundo.

Muitas outras mulheres potentes e talentosas ficaram de fora dessa seleção – a lista seria infinita. O exercício de reunir essa lista é fazer um convite a todes para ler cada vez mais e valorizar a produção de mulheres.

Boa leitura!

1. Charlie Jane Anders

Uma escritora e comentarista americana. Além de escrever romances, ela escreve para revistas, blogs e participa de podcasts. Charlie Jane Anders é ganhadora dos maiores prêmios de ficção científica mundial, incluindo o Hugo, Nebula, Locus e Emperor Norton Award, além de ter recebido um Lambda Literary Award na categoria melhor romance transgênero.

De Charlie Jane Anders, a gente recomenda “Todos os pássaros do céu”:

Capa de “Todos os pássaros do céu” / Reprodução

Sinopse:

O livro conta a história de Patrícia, formada em uma secreta escola de magia, e Laurence, que é um cientista tentando salvar a humanidade. À medida que os dois se reconectam depois da adolescência, se vêem levados a lados opostos em uma guerra entre ciência e magia. E o destino do mundo, aparentemente, depende apenas dos dois.

Saiba mais sobre esse livro assistindo o vídeo de Tamirez Santos, do canal Resenhando Sonhos:

2. Bernardine Evaristo

Uma escritora anglo-nigeriana autora de obras de ficção que também escreve poesia, ensaios, peças de teatro e crítica literária. É professora de escrita criativa na Universidade de Brunel, em Londres, e vice-presidente da Royal Society of Literature. De Bernardine Evaristo, a gente recomenda “Garota, mulher, outras”, seu oitavo livro:

Capa de “Garota, mulher, outras” / Reprodução

Sinopse:

O livro apresenta histórias de doze personagens – 11 mulheres e uma pessoa não binária – imigrantes ou descendentes de imigrantes de países africanos e caribenhos. O pano de fundo dessas histórias é uma Londres dividida e hostil, logo após a votação do Brexit: um lugar onde as pessoas lutam para sobreviver, muitas vezes sem esperança, sem que as suas necessidades sejam atendidas e sem que sejam ouvidas.

Saiba mais sobre esse livro e conheça a autora neste vídeo da Flip Virtual 2020, onde Evaristo conversa com a escritora brasileira Stephanie Borges na mesa “Diásporas”:

3. Silvia Federici

Uma filósofa contemporânea, professora e ativista feminista italiana radicada nos Estados Unidos. Ela foi nos anos 1970 uma das pioneiras nas campanhas que reivindicavam salário para o trabalho doméstico.

Silvia Federici participou na fundação do Coletivo Feminista Internacional, e durante os anos 80 deu aulas em universidades na Nigéria, atuando politicamente na garantia de direitos básicos para mulheres naquele país. De Silvia Federici, a gente indica “Calibã e a bruxa: a mulher, o corpo e a acumulação primitiva”:

Capa de “Calibã e a bruxa: a mulher, o corpo e a acumulação primitiva” / Reprodução

Nesse livro, Federici busca explicar a execução de centenas de milhares de “bruxas” no começo da Era Moderna, e por que o surgimento do capitalismo coincide com essa guerra contra as mulheres. A “caça às bruxas” teria então como objetivo destruir o controle que as mulheres haviam exercido sobre sua própria função reprodutiva, e ser o pavimento para o avanço do patriarcado.

Entenda mais sobre as discussões propostas nesse livro e o agronegócio brasileiro nesse episódio do podcast Prato Cheio, de O Joio e o Trigo:

4. Mary Del Priore

Uma historiadora, escritora e professora brasileira, especialista na análise da presença feminina na sociedade brasileira, nas perspectivas histórica e sociológica. Em seus mais de 50 livros, a autora discute temas da história da mulher, da família e da criança, sexualidade e erotismo, consumo e história da vida privada.

Seu trabalho já recebeu grandes prêmios – como o Jabuti e o Casa Grande & Senzala. Recentemente foi eleita para a Academia Paulista de Letras. De Mary Del Priore, a gente indica “Sobreviventes e guerreiras: Uma breve história da mulher no brasil de 1500 a 2000”:

Capa de “Sobreviventes e guerreiras: Uma breve história da mulher no brasil de 1500 a 2000” / Reprodução

Nesse livro, Mary Del Priore se propõe a entender o porquê de, até hoje, ser fundamental discutir e, principalmente, lutar pela igualdade de direitos para o gênero feminino. Ao traçar uma linha histórica desde 1500, a autora reúne histórias de resistência de mulheres indígenas, africanas, migrantes, operárias e trabalhadoras da terra, artistas de rádio, cinema e televisão, trabalhadoras da política e as que integram movimentos LGBTQIA+ e antirracistas.

Entenda mais sobre as discussões propostas nesse livro na reportagem da revista Aventuras na História e nessa entrevista de Mary del Priore ao também historiador Leandro Karnal:

5. Carolina Maria de Jesus

Uma escritora, compositora e poetisa brasileira. É autora de diversos livros – publicados em vida e depois de sua morte. Ficou conhecida por retratar o cotidiano de sua família e a vida na periferia de São Paulo nos anos 1960. Carolina Maria de Jesus foi uma das primeiras escritoras negras do Brasil e é considerada uma das mais importantes escritoras do país. Neta de um homem escravizado, era uma leitora de clássicos da literatura e foi empregada doméstica e catadora de papelão para conseguir cumprir a missão de alimentar, vestir e calçar os filhos. Este ano, seu nome foi incluído numa lista de personalidades negras elaborada pela prefeitura de São Paulo e deve ser homenageada com um monumento instalado em Parelheiros, zona sul da capital paulista.

De Carolina Maria de Jesus, a gente recomenda “Quarto de Despejo: diários de uma favelada”:

Capa de “Quarto de Despejo” / Reprodução

Sinopse:

A obra é um compilado dos diários de Carolina Maria durante o período em que morou na favela do Canindé. Carolina narra como consegue sobreviver sendo catadora de lixo e metal em São Paulo e como a falta de dinheiro e de outro tipo de trabalho afetam a sua vida e a da comunidade onde vivia. Um dos pontos altos de sua escrita é a presença de críticas contundentes ao poder público e a presença de relatos que marcam de forma simples e direta as diferenças de classe e raça no Brasil de meados do século XX.

Saiba mais sobre a vida e a obra de Carolina Maria de Jesus e sua obra nessa reportagem da TV Brasil:

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Quer ler mais? Confira nossa referência:

  1. https://leiamulheres.com.br/

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