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“Transformamos a erradicação do trabalho infantil em política de Estado”, diz ministra – Agência Jovem de Notícias

“Transformamos a erradicação do trabalho infantil em política de Estado”, diz ministra

Em entrevista aos adolescentes comunicadores da III Conferência Global sobre Trabalho Infantil, a ministra Tereza Campello, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, afirmou que outros países acham que o Brasil é uma referência na erradicação do trabalho infantil. “Isso porque o governo assumiu que a questão precisa ser enfrentada e os resultados mostram que continuamos no caminho certo”, disse. Ela defende que o Brasil mantenha metas ousadas e destaca que, em um ano, reduziram em 23% o número de crianças em situação de trabalho infantil.

Questionada sobre como o Brasil tem se articulado com outros países para a elaboração de uma política global de erradicação do trabalho infantil, Tereza Campello afirmou que não é possível dizer que há uma articulação. “Essa perspectiva de trabalhar com outros países conjuntamente é recente, estamos na terceira conferência, que começa a sinalizar um trabalho mais cooperado especialmente entre Brasil e África e devemos sair com essa cooperação Sul-Sul mais organizada”.

A ministra destaca ainda a elaboração de uma plataforma que vai permitir a continuidade da troca de experiências entre os países e disse que a ação de fiscalização do trabalho infantil do Brasil nas fronteiras com outros países do Mercossul pode ser uma boa experiência pra ser discutida em outros.

Confira a seguir os principais trechos da entrevista, sistematizada pelo adolescente Julio Cesar Evangelista de Araújo (MG):

Como o Brasil tem se articulado com os governos de outros países, para pensar numa política global de erradicação do trabalho infantil?

Não há uma articulação. Ainda estamos na terceira conferência, e ainda não sabemos explicar a forma que os outro países estão agindo. Mas temos que nos articular com novas metas e trazer essas ideias a publico para que entrem em vigor. A mídia não divulga algumas formas de trabalho infantil, pois onde os jovens ficam mais expostos, como nas ruas, é mais fácil visualizar a exploração.

Qual a sua avaliação com relação à meta de erradicação das piores formas de trabalho infantil até 2016?

Tem que ter uma meta muito ousada para conter esse contexto, mas temos que ter mais apoio, pois por a exploração de mão de obra infantil envolve até mesmo facções criminosas.

Por que o Brasil foi escolhido para sediar a III Conferência sobre o Trabalho Infantil?

Porque todo mundo aceitou essa ideia do Brasil, foi um voto uma aceitação, em que todos concordaram em sediar um evento como esse, o que coloca o Brasil em um nível exemplar para os outro países.

Na fala do Guy Ryder (presidente da OIT), ficou claro que 9 países ainda não assinaram a Convenção 182.Que razões você destaca para isso?

O Brasil foi o primeiro país a assinar a Convenção, mas é melhor questionar os outros países, pois cada um vai dar a sua opinião.

Confira  na íntegra o áudio da entrevista:

Jornalista, professor e educomunicador. Responsável pelos conteúdos da Agência Jovem de Notícias e Revista Viração.

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