“Somos contra a padronização de seres humanos”, diz professor do Sepac

Emílio Gama participa de mesa do Encontro Brasileiro de Educomunicação, que contextualiza os 30 anos do centro de capacitação voltado à comunicação popular

Elisangela Nunes, Rafael Stemberg e Reynaldo de Azevedo Gosmão, de São Paulo (SP)

No segundo dia do 4º Encontro Brasileiro de Educomunicação, realizado entre 25 e 27 de setembro, em São Paulo (SP), uma das mesas de discussão foi sobre os 30 anos do Serviço à Pastoral da Comunicação (Sepac), centro de capacitação em comunicação popular da congregação religiosa das irmãs Paulinas.

O painel teve a mediação de Joana Puntel, orientadora de pesquisas do Sepac, e contou com a presença da irmã Helena Corazza, coordenadora dos cursos da instituição, Anderson Zotesso, radialista e gestor cultural, irmã Egnalda Rocha, jornalista, e Emílio Gama, empresário e professor de teatro.

Iniciado em 1982, o Sepac nasceu da necessidade de formar agentes sociais e pastorais na área de comunicação e cultura alternativas, quando Mas os primeiros trabalhos de formação surgem durante o regime da ditadura, na década de 1960, quando as Paulinas realizavam pesquisas, buscando produzir materiais populares que propunham uma leitura crítica dos meios de comunicação.

Ao listar alguns dos cursos oferecidos pelo Sepac, como rádio, jornal impresso, TV e publicidade, Helana Corazza diz que apesar de apresentar técnicas e padrões utilizados na produção de conteúdo de produtos de comunicação, a ideia é incentivar os alunos a pensar outras possibilidades de criação. “A ideia não é reproduzir, mas se apropriar e mudar”.

Antes de finalizar sua fala, Helena trouxe uma inquietação pessoal sobre os desafios de romper barreiras em diferentes setores, desde organizações públicas quanto privadas. “Ser alternativo entre iguais é fácil. Mas como ser alternativo dentro do sistema de poder, onde o diálogo não é fácil?”.

Representando os professores da instituição, Emílio Gama contou sobre sua experiência nas aulas de teatro, que começou a lecionar em 1993. Segundo Gama, que também é empresário da área de eventos, o principal foco dos grupos teatrais é trabalhar a questão da coletividade, formato que também é usado nos cursos de oratório que ministra. “Somos contra a padronização de seres humanos. Por isso, sempre buscamos nos alunos o que ele tem de melhor a oferecer, algo que só ele pode fazer”, comenta.

Em seguida, o radialista e gestor cultural Anderson Zotesso e a irmã e jornalista Egnalda Rocha falaram sobre o período em que estudaram no Sepac e como isso contribuiu para os trabalhos que desenvolvem atualmente em comunidades.

 

Rafael

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