Conheça o E-sport: a modalidade que tem agitado o mercado de Games

Por: Jefferson Rozeno da Redação/ Foto: Divulgação

Seja nos gêneros de ação, aventura, terror, estratégia, dança, entre outras dezenas de modalidades, os jogos eletrônicos nunca estiveram tão presentes no dia a dia dos brasileiros. Apresentando crescimento no mundo e principalmente no Brasil, o setor de jogos eletrônicos é o que mais cresce no país.

Quando falamos em dados estatísticos, os resultados parecem surreais. Uma pesquisa feita pela Zewzoo, empresa que estuda o mercado de games, aponta que o Brasil é o 4º país com mais jogadores de videogame no mundo, chegando a 35 milhões de usuários. O país perde apenas para os Estados Unidos (145 milhões de jogadores), Rússia (38 milhões) e Alemanha (36 milhões).

O comportamento dos jogadores também é surpreendente.A pesquisa aponta que os jogadores brasileiros  passam em média 10,7 horas por semana no vídeo-game. O valor é superior ao tempo de uso da televisão (5,5 horas) e do rádio (4 horas). A internet, no entanto, continua sendo o meio mais usado, chegando a 11,3 horas semanais.

Além do crescimento do próprio mercado de games, que envolve também os jogos digitais, a publicidade e os consoles (aparelho videogame), o segmento de e-sport (esporte eletrônico) ganha mais destaque que os demais.

E-sport = mina de ouro

O e-sport, ou esporte eletrônico, é a modalidade de competição profissional com videogames. Neste segmento, cyberatletas se reúnem para competir em jogos e modalidades de sua especialidade. Existem diversos campeonatos locais, regionais, nacionais e até mundiais. Os times são compostos por verdadeiros atletas, que passam por dias de preparação, treinamentos e acompanhamento profissional.

Para ficar clara a dimensão, em 2015 a final do campeonato do jogo LOL (League of Legends), uma franquia de sucesso no Brasil, foi exibida no estádio de futebol Alianz Park, em São Paulo. Em 2016, a final foi exibida no ginásio do Ibirapuera. Ambos mobilizaram cerca de 15 mil espectadores.

Uma grande prova de visibilidade do cenário do e-sport no Brasil é a transmissão dos campeonatos e partidas, que hoje são televisionadas em emissoras de esporte e programas de TV específicos para os gamers, além das rentáveis exibições online.

O designer e auxiliar de marketing Ruan Rocha, de 21 anos, começou sua relação com games aos cinco anos de idade quando ganhou seu primeiro console, paixão que foi aumentando ao passar dos anos, hoje sua relação com o esporte eletrônico se dá de várias formas, seja em ações de marketing da empresa em que trabalha ou até mesmo participando de campeonatos amadores.

O designer acredita que a visibilidade do E-sport é muito positiva: “Isso tudo é muito legal! Há alguns anos atrás não dava nem para imaginar que isso aconteceria… é algo que não é mais visto só como um hobby, o mercado precisa se adaptar ao público gamer e suprir as demandas, se tem público por que não dar visibilidade, né?”

Ruan atribui o crescimento mercadológico ao público “Esse crescimento se dá pela mudança no perfil e na idade do público consumidor de games no Brasil. Até o início dos anos 2000 os games eram voltados para crianças, mas agora ele também abrange pessoas na faixa dos 20 a 30 anos, um público que possui renda e pode consumir por si só, diferente das crianças que dependem dos pais e responsáveis”, conta.

Seja jogando casualmente ou profissionalmente, não há como não se identificar com o mundo dos jogos, são infinitas as possibilidades, para todos os gostos e pessoas. Abraçar esta diversidade pode ter sido o grande segredo do sucesso.

Se você quer conhecer mais sobre o mundo dos games, a AJN indica a exposição “A era dos games” que acontece 16 de agosto a 12 de novembro na Bienal em São Paulo.

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